Cotidiano

16.02.2009

REPÓRTER

REPÓRTER


Hoje é comemorado no Brasil, o dia do repórter. Durante muito tempo exerci esta atividade no rádio. Todo dia saia cedinho e ia para as polícias rodoviária, militar e civil, passava no porto, na prefeitura e na câmara e onde quer que o fato acontecesse, com a possibilidade técnica, corria para o local e dá lá passava a informação ao vivo.

A maioria das emissoras e observo algumas de Marechal Rondon, as grandes como Guaíba, Gaúcha, Bandeirantes, Globo, mantém viva a tradição do repórter em cima do fato. Quantas histórias a gente pode contar, dos flashes ao vivo para informar a população.

Certa feita um grupo de bandidos, denominados “irmãos Campos”, cometeram assalto e me parece seguido de homicídio e teriam fugido para a região de Santa Helena. Quando cheguei à delegacia, o pessoal da polícia estava pronto para sair à caça dos bandidos.

Não titubeei, passei a mão num revólver emprestado da própria delegacia, num bolso o gravador e me embrenhei no matagal e nos potreiros em busca dos “irmãos Campos”, que graças a Deus, não foram encontrados.

Como repórter de campo, em jogos de futebol, fizemos várias incursões pelo interior de Santa Helena, ajudando a espichar fios por dezenas e às vezes, centenas de metros. Mas a lembrança mais saudosa vem do Maracanã. Sim, tive a oportunidade de fazer “pista” no maior estádio do mundo, na decisão do que correspondia ao campeonato brasileiro na ocasião, a Copa União, cujos times envolvidos eram o Flamengo  e Internacional.

O Flamengo jogou e ganhou com um gol de Bebeto, depois de uma roubada de bola do Renato Gaucho pela direita, bem próximo de onde eu me encontrava no primeiro tempo (depois tive que ir para arquibancada de onde Elói Roque narrava, pois meu equipamento deu pane devido a chuvarada).

O time carioca foi de Zé Carlos, Jorginho, Leandro, Edinho, Leonardo, Andrade, Ailton, Zico (Flávio), Renato e Bebeto (Henágio) e Zinho. Formou a equipe colorada, Taffarel, Luiz Carlos Winck, Aloísio, Nenê e Paulo Roberto (Beto), Norberto, Luis Fernando e Balalo, Heider (Manu), Amarildo e Brittes. Os técnicos eram Carlinhos e Ênio Andrade, respectivamente pelos cariocas e gaúchos.

Na volta do Maracanã, do Rio de Janeiro, de ônibus, porque o Elói tinha medo de avião, na passagem por Cascavel tive que fazer uma reportagem direto do IML. Havia sido morta uma pessoa no centro de Santa Helena e estava lá no Instituto Médico Legal para a necropsia.

Elder Boff