Notícias da Região | Santa Helena
Terça-feira, 24 de Março de 2026
Santa-helenense relata os desafios da linha de frente na Ucrânia e a realidade da guerra tecnológica
Morador de Santa Helena, Marcelo Moreira de Andrade, 37 anos, empresário e bombeiro da defesa civil detalhou recentemente sua rotina e as impressões como integrante da Legião Estrangeira no conflito ucraniano. Ele está posicionado na cidade de Zaporíjia, a cerca de 21 quilômetros do front principal de combate.
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Andrade atua no suporte à defesa do país em uma região que foi retomada pelas forças ucranianas após um período de ocupação russa no último ano. Segundo o voluntário, o cenário é marcado por bombardeios intensos e constantes, que ocorrem durante o dia e a noite.
A rotina em Zaporíjia envolve o enfrentamento frequente de drones e mísseis, como os conhecidos Shaheds, que atingem áreas residenciais e estruturas civis. Marcelo explica que a dinâmica da guerra é influenciada pela vigilância constante e pela necessidade de cautela extrema no uso de dispositivos eletrônicos, a fim de não denunciar posições estratégicas.
A experiência no campo de batalha permitiu ao brasileiro observar que o conflito atingiu um patamar de evolução técnica sem precedentes. Ele define o momento atual como a "era dos drones", onde a tecnologia de interceptação e ataque dita o ritmo dos avanços militares.
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No âmbito humanitário, o santa-helenense desempenha um papel crucial na retaguarda, utilizando sua formação em Atendimento Pré-Hospitalar (APH). Após receber um treinamento especializado em APH Tático oferecido localmente, Marcelo passou a atuar na cobertura e no transporte de soldados feridos.
Sua função envolve a extração de combatentes que apresentam ferimentos graves, como amputações, levando-os com urgência para hospitais de campanha. Ele relata que, embora Zaporíjia apresente muitos locais abandonados, a população que permanece na região é composta majoritariamente por idosos que se recusam a deixar seus lares.
Andrade destaca o acolhimento caloroso dos ucranianos e o sentimento de gratidão pela vida ao presenciar tanta destruição. O voluntário afirma que pretende cumprir seu contrato e ajudar o povo local antes de retornar ao Brasil e à sua rotina em Santa Helena.








