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Quinta-feira, 28 de Maio de 2026

RD Congo é liberado pela Fifa para jogar a Copa apesar do surto de Ebola

Seleção disputará o primeiro Mundial em 52 anos após liberação da entidade

A República Democrática do Congo informou que sua federação nacional de futebol e a Fifa confirmaram que a delegação do país para a Copa do Mundo está em conformidade com os protocolos sanitários dos Estados Unidos relacionados ao surto de Ebola, liberando a equipe para disputar o torneio.

Um dirigente da seleção havia declarado no sábado (23) que a preparação seguiria normalmente, apesar da exigência norte-americana de que indivíduos completem um período de isolamento de 21 dias antes de entrar no país.

Os Estados Unidos serão coanfitriões da Copa do Mundo, entre 11 de junho e 19 de julho, ao lado de Canadá e México.

Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde alertou para um risco “muito alto” de disseminação nacional da cepa Bundibugyo do Ebola na RDC, com mais de mil casos suspeitos e 246 mortes suspeitas registradas até o momento.

Autoridades congolesas afirmaram que a federação do país (FECOFA) realizou conversas com a Fifa nesta semana e que a delegação agora está totalmente adequada aos protocolos de saúde e segurança, incluindo o cancelamento de um período de treinamentos em Kinshasa e a transferência da preparação para o exterior.

“Parabenizo a FECOFA e a Fifa por agirem de forma rápida e decisiva para tomar essa decisão responsável e razoável”, declarou a embaixadora da RDC nos Estados Unidos, Yvette Kapinga Ngandu, em comunicado divulgado na quarta-feira (27).

“Os Leopardos estão prontos, estão seguros, e não tenho dúvidas de que os Estados Unidos receberão esta equipe de braços abertos”, completou.

Reuters entrou em contato com a Fifa em busca de um posicionamento oficial.

A maior parte dos jogadores da seleção atua na Europa, o que reduz o risco de exposição direta ao vírus. Já os membros da comissão que deixaram Kinshasa no início deste mês completarão pelo menos 21 dias na Europa antes de viajarem aos Estados Unidos, em conformidade com as diretrizes sanitárias norte-americanas.

“O governo da República Democrática do Congo fez tudo ao seu alcance para garantir que eles cheguem aos Estados Unidos preparados, protegidos e prontos para competir”, afirmou o ministro dos Esportes, Didier Budimbu.

Autoridades também demonstraram preocupação com torcedores que garantiram ingressos para a Copa do Mundo, mas não conseguiram obter vistos norte-americanos devido a restrições administrativas. Segundo o governo, conversas com a Fifa estão em andamento para discutir possíveis reembolsos.

A seleção congolesa, que disputará sua primeira Copa do Mundo em 52 anos, ficará baseada em Houston durante o torneio. A equipe estreia no Grupo K contra Portugal, em 17 de junho, antes de enfrentar a Colômbia, em Guadalajara, no dia 23, e o Uzbequistão, em Atlanta, no dia 27.

CNN Brasil