Notícias da Região | Santa Helena
Quarta-feira, 15 de Julho de 2026
Problemas no hospital voltam ao debate e levantam preocupação em Santa Helena
Pacientes estariam evitando hospital e procurando UBSs
Em uma conversa entre o jornalista Rafael Lima e o diretor e comentarista do Jornal Correio do Lago, Edu Marcos Ditz, foram abordados os efeitos que, segundo eles, os problemas enfrentados pelo Hospital Beneficente Moacir Micheletto vêm causando em toda a rede pública de saúde de Santa Helena. Durante a conversa, ambos defenderam que as críticas têm como objetivo apontar falhas para que sejam corrigidas, e não atacar a administração municipal ou a instituição hospitalar.
Clique aqui para participar de um dos nossos grupos no WhatsApp
Um dos temas abordados foi o caso de uma paciente que recebeu alta hospitalar ainda com um acesso venoso instalado no braço. Para Rafael, a situação representa uma falha grave nos protocolos de segurança do paciente. Segundo ele, um acesso venoso é uma via direta para a corrente sanguínea e deve ser retirado antes da alta médica, independentemente de o paciente solicitar ou não. Ele também criticou comentários que responsabilizavam a própria paciente pelo ocorrido, afirmando que a responsabilidade é da equipe de saúde.
Outro ponto levantado foi o impacto dessas situações na procura pelos serviços públicos. Conforme Rafael, muitos pacientes estariam evitando buscar atendimento no hospital por receio da qualidade do atendimento, recorrendo diretamente às Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que acabam absorvendo demandas que deveriam ser atendidas na porta de urgência e emergência. Segundo ele, esse cenário contribui para a superlotação das unidades e dificulta o atendimento da atenção primária.
Edu Marcos Ditz destacou que o hospital exerce papel fundamental como porta de entrada para casos de urgência e emergência e defendeu que problemas estruturais e operacionais precisam ser enfrentados. Ele afirmou que não atribui a responsabilidade à administração municipal, mas ressaltou que a empresa responsável pela gestão do hospital deve garantir um atendimento adequado. Também mencionou relatos sobre falta de exames, demora nos atendimentos, rotinas de plantão extensas para alguns médicos e a necessidade de maior fiscalização sobre a prestação do serviço.
Durante a entrevista, Rafael também defendeu que profissionais recém-formados devem atuar acompanhados por médicos mais experientes, principalmente em atendimentos de maior complexidade. Segundo ele, a falta de estrutura adequada e de equipes completas pode comprometer a qualidade da assistência e gerar reflexos em toda a rede municipal de saúde.
Ao final da conversa, os dois reforçaram que o objetivo das manifestações é contribuir para que os problemas sejam solucionados. Eles defenderam que os pacientes tenham acesso a um atendimento seguro, humanizado e eficiente, além de cobrarem maior acompanhamento por parte dos órgãos responsáveis pela fiscalização dos serviços prestados pelo hospital.
Veja também: Paciente santa-helenense recebe alta de hospital em Assis com acesso venoso no braço; caso gera questionamentos
Falta de tomografias e exames laboratoriais causa preocupação em Santa Helena








