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Terça-feira, 10 de Março de 2026

‘Pode ser ou não uma tomada de controle amigável’, diz Trump em 4ª ameaça a Cuba

No sábado, 7, em encontro com aliados latino-americanos ele afirmou que Cuba estava “últimos momentos de vida”. “Eles não têm dinheiro, não têm petróleo. Eles têm...

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer ameaças a Cuba nesta segunda-feira, 9. É ao menos a quarta vez que ele sugere uma ofensiva contra a ilha. “Pode ser ou não uma tomada de controle amigável”, afirmou.

No sábado, 7, em encontro com aliados latino-americanos ele afirmou que Cuba estava “últimos momentos de vida”. “Eles não têm dinheiro, não têm petróleo. Eles têm uma filosofia ruim, eles têm um regime ruim que tem sido ruim por muito tempo”, disse o presidente dos EUA, adicionando, “Cuba está em seus últimos momentos de vida.”

Na sexta, 6, em entrevista à CNN, ele já tinha afirmado que Cuba cairia em breve. Ainda de acordo com o mandatário, a ilha, que enfrenta graves problemas de abastecimento por conta dos bloqueios impostos pelo governo americano, deseja “fechar um acordo”.

“Eles querem fechar um acordo, então vou colocar o Marco (Rubio) lá e veremos como isso funciona. Estamos realmente focados nisso agora. Temos bastante tempo, mas Cuba está pronta – depois de 50 anos”, acrescentou.

“Estou acompanhando isso há 50 anos, e caiu no meu colo por minha causa, caiu, mas mesmo assim caiu no meu colo. E estamos indo muito bem”, continuou ele.

O tema foi abordado há menos de um mês pelo republicano em uma coletiva de imprensa na Casa Branca. Na ocasião, ele mencionou que considera uma “tomada amigável” de Cuba.

“O governo cubano está conversando conosco e eles têm problemas muito sérios, como vocês sabem. Eles não têm dinheiro, não têm nada agora, mas estão conversando conosco e talvez vejamos uma tomada amigável de Cuba”, disse o presidente americano a repórteres ao sair da Casa Branca para uma viagem ao Texas.

No final de fevereiro, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Cuba precisa de “mudanças radicais”, pouco depois de os Estados Unidos terem flexibilizado suas restrições às exportações de petróleo para a ilha, que atravessa uma grave crise econômica, por “razões humanitárias”.

Os Estados Unidos impuseram um embargo energético a Cuba desde janeiro, alegando a “ameaça excepcional” que a ilha comunista, localizada a apenas 150 km da costa da Flórida, representa para a segurança nacional americana.

Rubio fez essas declarações em uma cúpula de chefes de governo da Comunidade do Caribe (CARICOM) no arquipélago de São Cristóvão e Névis.

Segundo o Miami Herald, autoridades americanas próximas ao Secretário de Estado se encontraram na quarta-feira com Raúl Rodríguez Castro, neto do ex-líder cubano Raúl Castro.

Rodríguez Castro não ocupa nenhum cargo oficial no governo cubano, mas é considerado uma figura influente na ilha. O portal de notícias Axios já havia noticiado que Rubio, nascido nos Estados Unidos, filho de pais cubanos, estava em contato com Rodríguez Castro.

(CGN com informações da Agência Internacionais)