Notícias da Região | Mpox
Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2026
Paraná confirma primeiro caso de Mpox em 2026; paciente procurou atendimento em Foz do Iguaçu
Homem residente no Paraguai buscou atendimento no SUS
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) confirmou nesta quarta-feira (25), o primeiro caso de Mpox em 2026 no estado. O paciente é um homem residente no Paraguai que procurou atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) em Foz do Iguaçu.
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O caso foi notificado há mais de um mês e monitorado pela equipe de Vigilância em Saúde, que descartou a possibilidade de infecção em outros familiares.
Em declaração, o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, afirmou: "Eu quero dizer que em relação ao Monkeypox, a Mpox, nós temos um caso confirmado em 2026, é um cidadão paraguaio que procurou serviços de saúde no Brasil, no município de Foz do Iguaçu, e é o primeiro caso registrado em 2026 da síndrome que inclui erupções cutâneas, febre, dor no corpo, fadiga."
O secretário também destacou o histórico recente da doença no estado: "Nos últimos dois anos, 2024 e 2025, nós tivemos 93 casos no Paraná, sendo que desses 93 casos, 89 em pacientes do sexo masculino e 4 do sexo feminino."
A Mpox é uma doença viral transmitida principalmente pelo contato direto com lesões de pele de pessoas infectadas, além de gotículas respiratórias e contato com objetos contaminados, como roupas de cama e banho. Os principais sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, aumento de linfonodos, calafrios, fadiga e erupções cutâneas, que costumam surgir inicialmente no rosto e depois se espalhar pelo corpo.
Segundo Beto Preto, "os quadros clínicos iniciais de dor e febre são inespecíficos. Porém, quando começam a aparecer as lesões cutâneas, as erupções cutâneas, é necessário rapidamente que o paciente possa procurar um serviço de saúde para ser orientado."
Ele explicou ainda que, em um primeiro momento, o tratamento é sintomático, com medicamentos para dor e febre. Em casos de agravamento das lesões, pode ser necessário o uso de antibióticos para tratar infecções secundárias. Pacientes confirmados devem permanecer em isolamento por cerca de 15 dias.
Por fim, o secretário reforçou: "É um quadro que, claro, chama a atenção, mas está longe de ser uma epidemia (…) o maior registro que eu faço aqui é para que não exista pânico."
Catve








