Notícias da Região | Santa Helena
Sexta-feira, 05 de Junho de 2026
No Dia Mundial do Meio Ambiente, Lírio Hoffmann alerta sobre a necessidade de preservar o Lago de Itaipu
Dia 5 de junho não é um dia qualquer. É uma data de reflexão sobre as atitudes diárias que temos com o nosso bem mais precioso: o planeta Terra. O Dia Mundial do Meio Ambiente surgiu em 1972, durante a Conferência de Estocolmo, como um marco que reconheceu a proteção ambiental como uma pauta global. E em Santa Helena, um dos nossos maiores patrimônios naturais é o Lago de Itaipu, cujas águas representam, para alguns, um importante atrativo turístico e, para outros, o próprio meio de sobrevivência.
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Sabemos que preservar o meio ambiente não é apenas uma escolha, mas uma condição para garantir o futuro. Pensando nisso, o presidente da Colônia de Pescadores Nossa Senhora dos Navegantes de Santa Helena, Lírio Hoffmann, falou sobre a atuação da entidade na limpeza do lago e destacou a importância desse trabalho para a comunidade.
Lírio está há 19 anos à frente da Colônia e atua na área da pesca há 21 anos. Durante a entrevista, ele ressaltou que uma das prioridades da entidade é auxiliar os pescadores, que muitas vezes possuem pouca escolaridade e dependem exclusivamente da atividade para sustentar suas famílias. Segundo ele, o lago é um verdadeiro “cabide de empregos”, responsável por garantir o sustento diário de muitas pessoas. Por isso, sua preservação não pode ser vista apenas como uma questão simbólica ou ambiental, mas também social e econômica. Atualmente, são realizadas quatro ações de limpeza por ano nas águas do Lago de Itaipu.
A iniciativa teve início durante o mandato do ex-prefeito Silom Schimidt, quando era realizada apenas uma limpeza anual. Com o passar dos anos, o trabalho foi ganhando força. Hoje, duas limpezas são promovidas pela Prefeitura de Santa Helena, com duração de uma semana, de segunda a sexta-feira, e participação de cerca de 40 pessoas do município. Outras duas ações são realizadas pela Itaipu Binacional, reunindo aproximadamente 60 participantes em um único dia de trabalho. As sacarias e o combustível são fornecidos pelos organizadores, enquanto a coordenação fica sob responsabilidade dos pescadores, que convivem diariamente com o lago e conhecem exatamente os pontos onde há maior concentração de resíduos. De acordo com Lírio, cada mutirão recolhe, em média, uma tonelada de lixo.
Entre os materiais encontrados com maior frequência estão garrafas PET, latinhas, recipientes de óleo e embalagens de defensivos agrícolas. Parte desses resíduos é deixada por visitantes do Balneário Terra das Águas, parte é descartada durante atividades de pesca e outra parcela chega ao município trazida pelas próprias águas do lago. Todo o material recolhido pela Colônia é posteriormente encaminhado pela Prefeitura para a Usina de Reciclagem.
O principal apelo deixado pelo presidente da Colônia é a conscientização. A orientação é para que pescadores e visitantes façam sua parte, mantendo seus resíduos armazenados até encontrarem um local adequado para o descarte. São atitudes que podem parecer pequenas e inofensivas, mas que fazem toda a diferença. Enquanto essa mentalidade não mudar, a situação tende a se agravar. O lixo lançado nas águas contribui para a morte de peixes e impacta diretamente a vida de quem depende da pesca para sobreviver. Segundo os pescadores que participam das limpezas há mais de 15 anos, a quantidade de lixo encontrada aumenta a cada ano.
O trabalho realizado por esses pescadores merece reconhecimento da comunidade santa-helenense. Afinal, a limpeza e a conservação de um dos principais cartões-postais do município dependem, em grande parte, desse esforço. No entanto, é importante lembrar que a preservação ambiental não pode ser responsabilidade apenas de algumas pessoas ou entidades. Cuidar do meio ambiente é uma tarefa coletiva. E essa preocupação não deve existir somente no Dia Mundial do Meio Ambiente. O futuro que queremos construir depende das atitudes que tomamos todos os dias.








