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Sexta-feira, 20 de Março de 2026

Municípios bancam 60% do Consamu e cobram revisão urgente do financiamento

O financiamento do atendimento de urgência e emergência no Oeste do Paraná, realizado por meio do Consórcio de Saúde dos Municípios do Oeste (Consamu), tem gerado forte preocupação entre prefeitos da região. O tema foi debatido durante assembleia realizada na última quarta-feira (18) e deve ganhar destaque nacional na Marcha dos Prefeitos, em Brasília.

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Atualmente, os municípios arcam com cerca de 60% dos custos do serviço, percentual considerado muito acima do ideal. Enquanto isso, o Governo do Estado contribui com 18% e o Governo Federal com 22%, evidenciando um desequilíbrio na divisão dos recursos.

O Consamu atende 43 municípios, alcançando aproximadamente um milhão de habitantes. Segundo o presidente do consórcio e prefeito de Corbélia, Thiago Daross Stefanello, o modelo atual é insustentável a longo prazo. “Os municípios pagam 60% da conta, enquanto o correto seria cerca de 25%. Se isso continuar, as prefeituras não conseguirão manter o serviço do SAMU”, alertou.

Comparações com outros estados reforçam a crítica dos gestores. Em Goiás, por exemplo, os municípios custeiam cerca de 25%, enquanto o Estado participa com 42% e a União com 33%. Já em Minas Gerais, as prefeituras respondem por 29%, com maior participação estadual (49%). No Espírito Santo, os municípios ficam com 30% e o Estado contribui com 45%.

Diante desse cenário, os prefeitos articulam uma mobilização para cobrar mudanças no modelo de financiamento. A estratégia é levar a pauta à Marcha dos Prefeitos, prevista para maio, em Brasília, buscando maior participação da União no custeio.

O prefeito de São Pedro do Iguaçu, Jaci Danelli, também destacou o impacto direto nas finanças municipais. Segundo ele, a atual divisão compromete os cofres públicos e exige uma revisão urgente. “É uma situação que preocupa todos os municípios. É necessário ampliar o aporte federal para alcançar um modelo mais equilibrado”, afirmou.

A mobilização deve contar ainda com apoio institucional da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), presidida pelo prefeito Marcel Micheletto, que deve liderar o movimento em nível estadual.

Com custos operacionais em alta e um histórico de subfinanciamento, prefeitos alertam que, sem mudanças imediatas, serviços essenciais como o atendimento móvel de urgência podem ser comprometidos, afetando diretamente a população da região Oeste.

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