Esporte | Fórmula 1
Sexta-feira, 19 de Junho de 2026
Mercedes teme disputar título com Hamilton: "Se sentir cheiro de sangue, ataca"
Chefe do time alemão, Wolff já trabalhou com o heptacampeão na equipe de 2013 a 2024, antes do veterano se transferir para a Ferrari em 2025
Em duas corridas, Lewis Hamilton foi de coadjuvante a um dos protagonistas da temporada 2026 da F1: o segundo lugar no GP de Mônaco a vitória no GP de Barcelona-Catalunha ajudaram o heptacampeão a saltar do quarto lugar no Mundial para a vice-liderança. O líder Kimi Antonelli ainda sustenta uma diferença de 41 pontos; mesmo assim, Hamilton é uma preocupação para a Mercedes.
- Eu preferiria não disputar um título com ele (Hamilton), porque sei do que ele é capaz. Se ele sentir o cheiro de sangue, ele ataca. Já vi isso acontecer muitos anos: de repente, o “trem” Lewis Hamilton começa a andar e aí é muito difícil pará-lo - disse Toto Wolff, chefe da equipe alemã.
Poucos na F1 atual saberiam medir o perigo oferecido por Hamilton do que Wolff: o austríaco trabalhou diretamente com o heptacampeão durante a passagem do piloto pela Mercedes, de 2013 a 2024. No ano seguinte, o inglês migrou para a Ferrari, cedendo lugar para a promoção de Antonelli.
Para chegar à vice-liderança, Hamilton teve que desbancar, da posição, seu antigo colega de equipe: George Russell. O jovem acabou eclipsado pela rápida ascensão de Antonelli na temporada, depois de vencer somente o GP da Austrália na abertura do Mundial.
Para piorar, ele ficou quatro corridas fora do pódio e ainda perdeu uma vitória quase certa no GP do Canadá, quando sofreu uma falha mecânica no motor. Hoje, Russell ocupa apenas a terceira colocação na tabela de classificação.
As mazelas do inglês permitiram que Antonelli abrisse uma larga vantagem na liderança; Wolff, porém, não acha que o pequeno italiano está seguro na posição com Hamilton à espreita:
- Estamos no início da temporada e a diferença é de 41 pontos. Um abandono tira 25 pontos e a disputa fica totalmente em aberto. É por isso que não podemos nos dar ao luxo de não concluir as corridas. Precisamos continuar aprimorando o desempenho do carro, da unidade de potência; não cometer erros, sermos inteligentes com a estratégia e manter o foco total - disse Wolff.
Hamilton vive um início de 2026 muito mais positivo que toda a temporada passada, que terminou sem sequer um pódio - algo inédito na carreira do veterano de 41 anos. Vice-líder da F1 pela primeira vez em quase cinco anos, o heptacampeão guia hoje um carro com o qual se adaptou melhor, sob o novo regulamento técnico da categoria.
O inglês ainda conseguiu implementar as mudanças que via como necessárias no carro da Ferrari e na estrutura do time - mexendo até no fornecimento de freios da escuderia, e recebendo um novo engenheiro de corrida.
- É trabalho duro. E acho que este é um carro que talvez seja diferente do carro da geração anterior - que tinha saltos, rigidez, e talvez fosse difícil de compreender. Isso nos leva de volta a uma pilotagem mais convencional em termos de aerodinâmica e de dinâmica do veículo. Obviamente, o gerenciamento do motor é completamente diferente, mas dá para ver que ele está pilotando com firmeza. A relação entre ele e seu engenheiro de corrida parece estar boa. Eu o vi no pódio, na TV. Quero dizer, aquela expressão no rosto mostra que ele está muito feliz. Talvez a namorada ajude. Foi algo que pessoalmente, me ajudou - ter uma parceira, para que você tenha uma vida familiar estável, e eles parecem estar se dando muito bem. Acho que são todos esses fatores juntos: a perspectiva emocional, pessoal e profissional. Se tudo isso estiver bem, você vence - opinou Wolff.
Com 22 etapas previstas para este campeonato, o Mundial 2026 da F1 concluiu, em Barcelona, seu primeiro terço. Daqui a dois fins de semana, a categoria retoma a disputa com a oitava rodada da temporada, o GP da Áustria;
Portal G1








