Brasil | Fim da escala 6x1

Sábado, 02 de Maio de 2026

Manifestações pelo fim da escala 6x1 marcam o Dia do Trabalhador em diversas cidades

Trabalhadores, estudantes e aposentados foram às ruas nesta sexta-feira (01), feriado do Dia Internacional do Trabalhador, para reivindicar mudanças estruturais na jornada de trabalho brasileira. A principal pauta dos atos, que ocorreram em várias capitais, foi a extinção da escala 6x1 — que prevê seis dias de trabalho para apenas um de descanso — sem que haja redução nos salários. Em Brasília, o movimento concentrou-se no Eixão do Lazer, na Asa Sul, reunindo representantes de diversas categorias e centrais sindicais.

Os manifestantes argumentam que a redução da jornada é uma questão de justiça social e saúde pública. Relatos colhidos durante o evento destacaram o desgaste físico e mental causado pela folga única semanal, além dos prejuízos ao convívio familiar e à formação educacional. Lideranças sindicais reforçaram que a medida, além de humanizar o trabalho, pode aumentar a produtividade das empresas, contestando o que classificam como "terrorismo econômico" por parte de setores do empresariado.

Impacto social e pauta feminina

O ato também deu visibilidade a questões específicas, como a precarização do trabalho doméstico e a situação de profissionais concursados que aguardam nomeação. Houve um destaque especial para a jornada das mulheres, que frequentemente enfrentam duplas ou triplas cargas de trabalho. Sindicalistas defenderam que o fim da escala 6x1 beneficiaria prioritariamente o público feminino, permitindo maior tempo para o autocuidado e lazer, desde que acompanhado por uma divisão mais justa das tarefas domésticas pelos homens.

Confronto e intervenção policial

Apesar do caráter pacífico da maioria das reivindicações, o ato em Brasília registrou um princípio de tumulto após a chegada de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. A presença de um boneco inflável do ex-mandatário foi interpretada como provocação pelos trabalhadores, resultando em troca de insultos e agressões físicas. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) interveio rapidamente para conter os ânimos e restabelecer a ordem, informando que não houve registros de ocorrências graves após a dispersão do conflito.

Fonte: Agência Brasil