Internacionais | Proteção
Quinta-feira, 28 de Maio de 2026
Macron anuncia que França vai proteger a Noruega com armas nucleares
Medida foi anunciada após encontro entre Macron e o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, em Paris
O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou que a Noruega passará a ser protegida por armas nucleares francesas após aderir ao esquema de dissuasão avançada do país. A medida, que militariza, ainda mais, a Europa, foi divulgada nesta quarta-feira (27/5).
A parceria foi firmada após visita do primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, a Paris.
“Face às ameaças no nosso continente e além, os europeus precisam ser mais forte e mais soberanos”, escreveu Macron em uma publicação na rede social X. “A nossa parceria reforçada vem demonstrando isso”.
Em março deste ano, o presidente da França anunciou uma mudança significativa na doutrina nuclear do país, que coincidiu com a ordem para aumentar os estoques de armas nucleares francesas.
Antes, as armas de destruição em massa serviam apenas para os interesses franceses. Mas, ao criar ao implementar o esquema de “dissuasão avançada”, a França passou a usar seu poder nuclear para proteger outros países da Europa. Antes da Noruega, Alemanha, Polônia, Itália, Espanha, Bélgica, Holanda, Dinamarca e Romênia faziam parte do “guarda-chuva nuclear” do país.
Na prática, tais nações podem receber forças aéreas estratégias da França, assim como participar de exercícios nucleares franceses.
Desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, Macron tem sido um dos líderes europeus que mais tem defendido que país do continente se unam em torno de aumentar as capacidades militares da região.
Em 2024, por exemplo, ele pediu que a segurança da Europa não dependesse exclusivamente dos Estados Unidos — que na época ainda mantinha forte relação nações europeias antes de Donald Trump reassumir a Casa Branca e ameaçar a aliança com europeus.
Potências nucleares
Atualmente, a França é uma das nove nações que possuem bombas atômicas. Segundo dados recentes do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (SIPRI), o país tem cerca de 290 armas nucleares.
Rússia, Estados Unidos, China, Reino Unido, Paquistão, Índia, Coreia do Norte e Israel (de forma não declarada) são os outros países que mantém arsenais de armas de destruição em massa.
Metrópoles








