Notícias da Região | Santa Helena

Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2026

Lideranças da micro região se mobilizam em Santa Helena por representatividade política

A sede da ACISA em Santa Helena foi palco, na noite desta quarta-feira (04), de um encontro estratégico que reuniu lideranças políticas, empresariais e do agronegócio para debater o futuro político do Extremo Oeste paranaense. O evento, organizado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Medianeira (CODEMED), focou na urgência de unificar o voto regional para transformar a força econômica em influência política direta.

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O encontro contou com presenças de peso, como os empresários Egídio Valiatti (Frivatti) e Evandro Miguel Grade (Zado), além da prefeita em exercício Fabrícia Bedendo e do prefeito licenciado Clademar João Maraskin (Dinho). Também participaram vereadores, lideranças setoriais e membros da comunidade, todos alinhados ao objetivo de reduzir a dispersão de votos que, historicamente, prejudica a vinda de recursos para a região.

Durante o debate, foi enfatizado que, embora o Extremo Oeste seja um motor da economia estadual, a falta de representantes locais em Curitiba e Brasília dificulta a execução de obras estruturantes. A presidente do CODEMED, Margarete Caovilla, destacou que o movimento é um passo decisivo para conscientizar a população sobre a necessidade de eleger deputados que vivam e conheçam a realidade regional.

Contextualizando: O Gigante Econômico sem Voz

Os dados técnicos apresentados durante a reunião revelam um contraste alarmante: a região do Extremo Oeste, composta por 18 municípios, detém um PIB de R$ 33,3 bilhões, o que representa 5% de toda a riqueza do Paraná. Se fosse um único município, o Extremo Oeste seria a terceira maior economia do estado, superando potências como Londrina e Maringá.

Apenas entre 2022 e 2025, a região recolheu cerca de R$ 23,2 bilhões em impostos (ICMS, IPVA e Tributos Federais). No entanto, a contrapartida em investimentos é desproporcional. Em Santa Helena, por exemplo, o repasse de emendas parlamentares entre 2019 e 2025 foi de apenas R$ 97,35 por habitante, valor drasticamente inferior ao de municípios com maior representatividade política, que chegam a receber mais de R$ 1.700,00 por habitante.

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