Internacionais | Reunião virtual
Sábado, 11 de Abril de 2026
Líbano e Israel fizeram reunião virtual e marcaram 1º encontro para discutir cessar-fogo
Reunião entre os países será mediada por Washington e está marcada para terça-feira (14), no Departamento de Estado dos EUA. Ataques entre Israel e o Hezbollah começaram no início de março e são um desdobramento do conflito entre Irã, EUA e Israel.
Líbano e Israel fizeram seu 1º contato por meio de uma chamada telefônica entre seus embaixadores em Washington nesta sexta-feira (10), informou a presidência do Líbano. A reunião teve participação do embaixador dos EUA no Líbano.
A ligação faz parte dos esforços diplomáticos para garantir um cessar-fogo na guerra entre Israel o Hezbollah e iniciar negociações, segundo comunicado divulgado pela presidência do Líbano.
Contexto: o Líbano tem sido alvo de constantes ataques israelenses desde os primeiros dias da guerra entre Irã, EUA e Israel, iniciada em 28 de fevereiro. Israel afirma ter como alvos o grupo terrorista libanês Hezbollah, aliado do Irã que atua no país que lançou ataques contra o território israelense. As ações mergulharam o Líbano em uma crise humanitária.
O órgão também informou que as duas partes concordaram em realizar uma primeira reunião na terça-feira (14) no Departamento de Estado dos EUA, sob mediação americana. O objetivo é discutir o anúncio de um cessar-fogo e definir a data de início das negociações.
A confirmação ocorre um dia após o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ter anunciado que instruiu seu governo a iniciar negociações de paz com o Líbano "o mais rápido possível".
O acordo de trégua anterior entre Israel e Hezbollah, celebrado em novembro de 2024, também ocorreu por intermédio de Washington. Esse acordo foi rompido em março deste ano, nos primeiros dias da guerra entre EUA, Israel e Irã.
Em meio às conversas por um eventual cessar-fogo, Israel está se preparando para reduzir a intensidade de seus ataques no Líbano nos próximos dias, afirmou à Reuters na quinta uma autoridade israelense alto escalão.
Mesmo assim, o Exército israelense disse nesta sexta-feira que "a operação no Líbano continua", em referência à guerra contra o Hezbollah.
Inclusão do Líbano é o maior impasse no cessar-fogo na guerra no Oriente Médio
O governo do Líbano passou os últimos dias defendendo que seja incluído no cessar-fogo na guerra entre EUA, Israel e Irã para permitir negociações mais amplas, segundo uma autoridade de alto escalão ouvida pela Reuters.
O movimento ficou mais intenso após o "maior e mais letal" bombardeio de Israel contra o território libanês desde a retomada da guerra contra o Hezbollah. Os bombardeios deixaram 254 mortos e mais de 830 feridos, segundo balanço das autoridades libanesas.
A inclusão do Líbano é o maior impasse do cessar-fogo na guerra no Oriente Médio. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, alegou que a frente do conflito no Líbano não se aplica ao acordo, e foi defendido pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
O mediador Paquistão, no entanto, disse explicitamente que o Líbano está incluso na trégua.
O Irã, por sua vez, acusou Israel de violar o cessar-fogo e voltou a fechar o Estreito de Ormuz por conta disso, além de dizer que o país "pagará caro" e será "punido" se prosseguir com os ataques.
G1








