Esporte | Flamengo
Segunda-feira, 27 de Julho de 2026
Jardim critica primeiro tempo "apático" do Flamengo e explica ausência de Léo Ortiz
Treinador abre conversa no vestiário e analisa empate com o São Paulo
Leonardo Jardim, técnico do Flamengo, concedeu entrevista coletiva após o empate em 1 a 1 com o São Paulo. O treinador disse que o time teve superioridade no segundo tempo da partida no Maracanã, depois de criticar o primeiro tempo lento da equipe.
— Acho que na primeira parte foi pouco dinâmica, lenta na construção. Permitimos o adversário a ocupar os espaços. Precisávamos mudar a nossa atitude e sermos mais rápidos. Na segunda parte, isso aconteceu — disse Jardim, que completou:
— Mas foi um jogo de detalhes. Nós dominamos, mas três centímetros do pé do Wallace Yan o gol foi anulado. O detalhe também do jogador (do São Paulo), que o árbitro não deu pênalti, e em muitos lances será pênalti no Brasileirão. E o detalhe do gol deles, o único remate a gol. Faltou pressão ao portador da bola e a linha defensiva abaixo de forma lenta, permitindo jogar a bola entre o goleiro e a linha.
Leonardo Jardim disse que no intervalo escreveu a palavra "agressividade" em um quadro do vestiário. O treinador português pediu mais ímpeto da equipe no campo ofensivo.
— Quando cheguei ao intervalo, escrevi uma palavra no quadro que temos dentro da nossa cabine: agressividade. Agressividade com a bola. Você analisou muito bem esse lance, porque foi justamente o exemplo que utilizei para falar sobre agressividade com a bola. Nós circulávamos a bola, mas precisávamos ter agressividade para conduzi-la para a frente, criar desequilíbrios e depois soltar os jogadores.
— Durante grande parte do primeiro tempo, o que aconteceu? Circulávamos a bola, mas apenas passávamos de um jogador para o outro. A bola ia para a direita, voltava novamente para trás e, muitas vezes, acabávamos até facilitando a pressão do São Paulo. A partir do momento em que começamos a ter essa agressividade e a conduzir a bola para a frente, o São Paulo, mesmo pressionando de um lado, já não conseguia se equilibrar do outro. Foi aí que começamos a ter um poder ofensivo maior.
— Mais do que uma questão de estratégia, faltou dinâmica, velocidade na circulação e agressividade com a bola no primeiro tempo.
O treinador explicou a ausência de Léo Ortiz, que não tinha condições de jogar na partida contra o São Paulo. O zagueiro ficou fora da lista de relacionados e deu lugar a Vitão, que falhou no gol de Calleri.
— Eu acho muita graça às muitas perguntas sobre o Ortiz. É um jogador que fez dois treinos, e acho que pessoas como vocês, que são entendidas de futebol, consideram normal um jogador fazer dois treinos e voltar a ser opção para um jogo. Eu acho que não.
— É um jogador importante, o risco de lesão é grande e, se arriscássemos nessa situação, seríamos incompetentes naquilo que é a gestão. Mas, com certeza, há pessoas que acham que, no futebol, nem sequer é preciso treinar. O jogador vem de férias, começa a jogar e está tudo certo. Mas, perante as minhas orientações e a minha forma de trabalhar, isso normalmente não acontece. Verificamos que até os jogadores que vieram da seleção, já com algum treino, apresentaram dificuldades. O Léo Pereira, no último jogo, já teve dificuldades e precisou sair. Acho que já estava com problemas. O Alex também apresentou algumas dificuldades.
Na partida contra o São Paulo, uma das novidades na escalação foi a utilização de Lorran pelo lado direito. O jogador da base bateu o escanteio que deu origem ao gol de Léo Pereira. O treinador disse que o jovem teve oportunidade pelas baixas no elenco.
— Com certeza que é um jogador que nós estamos a dar algumas oportunidades, e estas oportunidades se criaram por termos alguns pontas lesionados, temos outros que foram para a seleção, foi o caso do Carrascal, foi o caso do Plata, como a causa da lesão da Arrascaeta, tivemos que migrar um pouco para as zonas interiores, por isso alguma carência nesse setor do campo, em que nós vamos tentando ultrapassar com o lançamento de jogos ou experiências como outras.
O treinador também citou as ausências de jogadores para o lado do campo no ataque, ao lembrar de Plata e Luiz Araújo. Jardim enfatizou a questão física de alguns jogadores do elenco que desfalcaram o Flamengo na partida.
— Meus amigos, se não treinarmos e não houver uma evolução física rápida, não há milagres. Mas, com certeza, vocês têm a vossa opinião. Em relação à segunda questão, estamos carentes na posição da ponta, não é? Temos o Plata de fora e o Luiz Araújo de fora. São dois jogadores importantes para nós. Para refrescar a equipe, não tínhamos mais nenhum ponta além do Cebolinha e do Lino, que tive de voltar a puxar para a ponta.
— Por isso, acho que nem sequer é uma questão de opção. É uma questão de viabilidade dentro daquilo que temos. Nem na formação do Sub-20 temos um ponta que possa nos ajudar. Se ele fosse a minha opção, se eu achasse que era a melhor opção para o momento, teria iniciado o jogo. Não teria começado o Lorran, que é o nosso jovem da formação.
O próximo compromisso do Flamengo será nesta quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), contra o Internacional pela 21ª rodada do Brasileirão.
GE








