Internacionais | Estabilidade estratégica

Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2026

EUA e China alcançaram uma estabilidade estratégica na relação, diz Rubio

Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, conhecido por ter postura de linha dura em relação a Pequim, falou sobre relação dos dois países a jornalistas durante visita a São Cristóvão e Névis.
Washington e Pequim alcançaram uma "estabilidade estratégica" em sua longa e conturbada relação, afirmou na quarta-feira (25) o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio. A fala ocorre cerca de um mês antes da visita do presidente Donald Trump à China.

"Acredito que chegamos pelo menos a um ponto de certa estabilidade estratégica na relação", declarou Rubio a jornalistas durante uma visita a São Cristóvão e Névis.
Rubio é conhecido por sua postura de linha dura em relação à China. Ele e Trump costumam citar a potência asiática como um adversário que deve ser contra-atacado globalmente. A China, inclusive, é considerado o grande rival dos EUA e deve ser contido e detido —de preferência sem embate militar direto—, segundo documentos de Segurança Nacional publicados nos últimos meses pelo governo norte-americano.

"Acho que os dois países concluíram que uma guerra comercial global total entre Estados Unidos e China seria profundamente prejudicial para as partes e para o mundo", acrescentou o secretário de Estado.

Mesmo assim, Rubio prometeu continuar pressionando a China para que negocie um acordo nuclear trilateral com os Estados Unidos e a Rússia. O acordo que Washington tinha com Moscou, chamado de New START, expirou no início do mês porque Trump acredita que Pequim deve ser envolvida em qualquer novo tratado por conta da rápida expansão de seu arsenal atômico.

Trump viajará à China de 31 de março a 2 de abril, em sua primeira visita ao país asiático durante seu segundo mandato.

Rubio disse que espera viajar com Trump, de quem também é conselheiro de Segurança Nacional.

O secretário de Estado participou na quarta-feira de uma reunião de cúpula de chefes de Governo da Comunidade do Caribe (CARICOM) em São Cristóvão e Névis para discutir a situação em Cuba e na Venezuela.

Fonte: G1