Esporte | SAF no Santos

Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026

Diretoria tem reunião com investidores e avalia sim por exclusividade em venda

Marcelo Teixeira esteve com representantes do grupo Saint Dominique na semana passada e, desde então, tem oferta em mãos para avançar no tema e vincular proposta
O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, se reuniu com três membros do grupo norte-americano Saint Dominique na semana passada e, desde então, avalia uma proposta de venda da SAF do Peixe. O dirigente ainda não deu resposta aos investidores.

Trata-se de uma proposta não vinculante de R$ 1 bilhão de aporte e a responsabilização total pela dívida do clube, estimada em outro bilhão, com controle de 80% das ações. Na prática, caso Marcelo aceite a oferta, ele dará ao grupo exclusividade no processo e um período de 60 a 90 dias de diligência.

Não é necessário nenhum tipo de alteração estatutária para aceitar essa proposta não vinculante. Mesmo assim, aceitá-la será considerado um grande avanço no tema e, por isso, a presidência tem dado sinais de não ter pressa. O grupo, por outro lado, deseja avançar no tema o quanto antes.

A oferta é uma sinalização formal e documentada do interesse na compra. Para que ela se torne vinculante, é preciso uma diligência por parte dos investidores sobre a vida financeira do clube e de alteração estatutária por parte do Santos.

Alteração que liberaria o Santos a vender a parte majoritária das ações do futebol. Ela precisa ser votada no Conselho Deliberativo e também na Assembleia Geral de Sócios. Só então, de fato, a proposta poderia se tornar realidade. O processo é longo e lento.

Quem é o grupo Saint Dominique?
Trata-se de um fundo privado de investimentos com sede nos Estados Unidos e capital proveniente da fortuna da família Santo Domingo. Uma das fundadoras é Lauren Santo Domingo.

Discretos em suas aparições, a família é dona do Grupo Valorem, que controla a TV Caracol na Colômbia, detém ações na AB Imbev e 10% do Washingon Commanders, da NFL.

A família nega estar envolvida no processo. De fato, em caso de venda para o fundo privado, a ideia de administração é com profissionais de mercado. Não haveria figurões como John Textor no Botafogo ou Pedrinho no Cruzeiro.


A construção da oferta
Desde maio de 2025, o Santos passou por um longo processo antes de receber a proposta não vinculante. Isto é, uma proposta que não obriga nenhuma das partes a fechar negócio. Foram meses para mostrar ao mercado as possibilidades que o clube oferece.

A partir da análise de documentos financeiros detalhados, o Saint Dominique se propôs a investir os cerca de R$ 2 bilhões (sendo R$ 1 bilhão em aporte e outro bilhão em dívidas). Na proposta, o Santos ainda ficaria com uma porcentagem minoritária das ações do clube.

Venda sim, mudanças não
A proposta tem no contrato vetos importantes para a manutenção da história do Santos, como a impossibilidade de mudança de nome, hino oficial, cores básicas do uniforme e localização.

Os colombianos devem vir nos próximos meses ao Brasil para conhecer de perto a estrutura alvinegra.

 

Ge