Brasil | Tragédia
Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2026
Coronel chorou e apontou arma para cabeça antes de esposa PM morrer.
O tenente-coronel Geraldo Neto mandou vídeo com arma na própria cabeça após a esposa PM pedir separação. A mulher morreu dias depois
O tenente-coronel da Polícia Militar (PM) Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, gravou e enviou um vídeo chorando e com uma arma apontada para a própria cabeça após a esposa PM pedir separação. Dias depois, Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta no apartamento, no Brás, centro de São Paulo.
No vídeo, o tenente-coronel aparece chorando, com olhos vermelhos e lábios tremendo. Em depoimento à Polícia Civil, a mãe de Gisele, Marinalva Vieira, disse que a filha vivia uma relação abusiva com Geraldo Neto. Na sexta-feira (13/2), a policial inclusive teria ligado para os pais chorando muito, falando que não estava mais aguentando a pressão e pediu para o pai buscá-la em casa.
Dias depois, na quarta-feira (18/2), ela foi encontrada morta e a ocorrência foi tratada, inicialmente, como suicídio consumado. As primeiras investigações, contudo, levantaram dúvidas razoáveis de uma morte suspeita.
O que aconteceu
Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta, no dia 18 de fevereiro, no apartamento em que morava, no bairro do Brás, centro de São Paulo.
Inicialmente, as autoridades trataram o caso como suicídio consumado, mas após ter informações sobre o relacionamento vivido entre ela e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, passaram a investigar o caso como morte suspeita.
Familiares da vítima afirmaram que ela vivia um relacionamento abusivo com o homem, que inclusive teria pedido para terminar dias antes, ocasião em que Geraldo gravou um vídeo chorando e apontando uma arma para a própria cabeça.
Além disso, a mãe da mulher contou em depoimento que a filha era proibida de usar batom, perfume e salto alto.
O corpo da policial foi sepultado no dia 20 de fevereiro em Suzano, na Grande São Paulo.
Busque ajuda
O Metrópoles tem a política de publicar informações sobre casos ou tentativas de suicídio que ocorrem em locais públicos ou causam mobilização social, porque esse é um tema debatido com muito cuidado pelas pessoas em geral. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o assunto não venha a público com frequência, para o ato não ser estimulado.
O silêncio, porém, camufla outro problema: a falta de conhecimento sobre o que, de fato, leva essas pessoas a se matarem. Depressão, esquizofrenia e uso de drogas ilícitas são os principais males identificados pelos médicos em um potencial suicida – problemas que poderiam ser tratados e evitados em 90% dos casos, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria.
Está passando por um período difícil? O Centro de Valorização da Vida (CVV) pode ajudar você. A organização atua no apoio emocional e na prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail, chat e Skype, 24 horas, todos os dias.
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