Internacionais | Caso do enfermeiro morto
Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026
Conselheiro de Trump reconhece possíveis falhas em protocolo no caso de enfermeiro morto por agentes de imigração
Miller não é o único que mudou de postura quanto à operação anti-imigração conduzida por agentes federais no estado do Minnesota. O discurso de Trump também se modificou.
Stephen Miller, um conselheiro influente e radical do presidente norte-americano Donald Trump, disse na terça-feira (28) que a morte do enfermeiro Alex Pretti em Minneapolis pode ter resultado de um descumprimento do “protocolo” pelos agentes federais que o mataram.
O enfermeiro de 37 anos foi morto por agentes da Patrulha de Fronteira em Minneapolis, no sábado. O caso foi notícia no mundo todo.
“Os reforços enviados a Minnesota para uma missão de proteção deveriam ter sido usados para conduzir operações rápidas, criando uma barreira entre as equipes que realizavam prisões e os perturbadores. Estamos analisando por que a equipe da Customs and Border Protection (CBP) pode não ter seguido o protocolo”, disse ele em uma declaração enviada à agência de notícias France-Presse.
Miller não é o único que mudou de postura quanto à operação anti-imigração conduzida por agentes federais no estado do Minnesota. O discurso de Trump também se modificou.
Se no sábado (24) o republicano pediu para deixar os agentes “trabalharem”, agora Trump fala em “reduzir a tensão”.
Em um primeiro momento, Trump saiu em defesa dos agentes federais e do trabalho do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Ao mesmo tempo, porém, milhares de pessoas foram às ruas em diferentes partes do país para protestar contra as operações e contra o próprio presidente.
Segundo o jornal Wall Street Journal, o jogo começou a mudar quando lideranças do Partido Republicano alertaram Trump de que a morte de Pretti e a violência nas ações do ICE poderiam levar à perda de apoio popular em torno de sua principal bandeira: o combate à imigração ilegal.
Ainda de acordo com o jornal, integrantes da alta cúpula da Casa Branca passaram a avaliar que as imagens da morte de Pretti representavam um risco político elevado.
No dia seguinte, também segundo o WSJ, Trump recebeu uma mensagem do senador republicano Lindsey Graham. O parlamentar alertou que a Casa Branca precisava encontrar uma alternativa para a narrativa sobre a morte do enfermeiro.
A avaliação era de que a exibição na TV de vídeos que mostravam a truculência dos agentes federais contra Pretti estava corroendo a credibilidade de outras ações da agenda anti-imigração que haviam sido bem recebidas pelo público.
Nesse contexto, até organizações pró-armas, tradicionais aliadas de Trump, passaram a criticar declarações de integrantes do governo.
As instituições condenaram falas de integrantes da administração Trump que questionaram o fato de o enfermeiro estar armado durante o protesto.
Pretti tinha autorização para porte de arma.
G1








