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Quarta-feira, 27 de Maio de 2026

Cineasta traça elo entre Rafael Nadal e Paul McCartney: “Não há fingimento”

Zach Heinzerling, que dirigiu documentários sobre o tenista e o Beatle, conversou com a CNN Brasil

O cineasta Zach Heinzerling teve um privilégio que poucos mortais tiveram: acompanhar de perto e retratar, de diferentes formas, a vida e a obra de Rafael Nadal e Paul McCartney, lendas do esporte e da música, respectivamente.

O diretor norte-americano lança, na próxima sexta-feira (29), a série "Rafa", da Netflix, que revisita a gloriosa carreira do tenista espanhol. Cinco anos antes, ele assinou "McCartney 3, 2, 1", hoje disponível no Disney+.

Há diferenças claras nos dois documentários. Em "Rafa", Heinzerling acompanha o último ano de carreira de Nadal e faz uso de preciosas imagens de arquivo para narrar as conquistas e a luta contra lesões do "Rei do Saibro".

Já em "McCartney 3, 2, 1", o cineasta registra uma dinâmica entre o ex-Beatle e o produtor Rick Rubin. A série mostra apenas os dois interagindo no estúdio de Rubin, com imagens em preto e branco, enquanto destrincham canções históricas de McCartney de um jeito que os fãs nunca viram antes.

Simplicidade e confiança no que representam

Em papo exclusivo com a CNN Brasil, Heinzerling foi desafiado a traçar paralelos entre as duas personalidades que possam explicar como ambos alcançaram o panteão em suas respectivas áreas de atuação.

"Quando McCartney chegava ao set, ele simplesmente aparecia na Ford Bronco dele dos anos 90 e com o violão, sem empresários ou equipe. Era apenas ele mesmo, desde o começo. Muito confiante sobre quem é e o que representa", relembra o cineasta.

"Acho que com o Rafa também não existe fingimento. Não há questionamentos sobre motivações ocultas. Acho que ele fez o documentário cem por cento confortável com quem é e sem nada a esconder", comparou.

Então existe algo muito revigorante em trabalhar com celebridades desse nível que não estão interessadas em moldar a narrativa ou construir a própria imagem e mito, mas deixam o diretor e o processo revelarem verdades

"Acho que é preciso confiança para se deixar ser examinado dessa maneira. E acredito que ambos transmitem um senso muito forte de quem são e não precisam de um grande aparato entre eles e o público", concluiu.

CNN Brasil