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Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2026

Ano eleitoral pode frear avanço da CPI do Master?

Integrantes da oposição avaliam que existe uma “operação abafa” no Congresso Nacional para que a comissão não saia do papel

Os deputados federais Carlos Jordy (PL-RJ) e Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) discutiram, nesta quarta-feira (4), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), se o ano eleitoral pode frear o avanço da CPI do Master.

Integrantes da oposição avaliam que existe uma “operação abafa” no Congresso Nacional para que a comissão não saia do papel. Parlamentares enxergam a possibilidade de ser realizado um acordo para derrubar o veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria em troca da CPMI ser engavetada.

Jordy entende que há um esforço para barrar o avanço da comissão.

“É evidente que o ano eleitoral é um ano mais curto e nós estamos vendo uma grande pressão dos governistas, inclusive junto com o Alcolumbre, para que não seja instalado esse colegiado, para que não haja investigação e tenho certeza que vão tentar postergar a sessão do Congresso Nacional”, disse.

“Nós temos 281 assinaturas, um recorde histórico, muito acima do que era necessário, 198, e agora nós temos sim um instrumento para fazer uma investigação e, com isso, perde totalmente o objeto da CPI que foi proposta pela Melchionna e a Heloísa Helena”, continuou.

Vieira avalia que uma CPMI encabeçada por partidos de oposição não é legítima.

“O ano eleitoral de fato tem muitas sensibilidades, vale dizer que nós estamos provavelmente diante do maior escândalo financeiro da história do Brasil, essa é uma afirmação do ministro da Fazenda do governo Lula, Fernando Haddad”, afirmou.

“Eu caracterizaria como fake news uma CPMI conduzida pela extrema direita, que não quer de fato investigar esse escândalo financeiro e buscar as devidas responsabilidades. Então, na verdade, fake news seria, na minha compreensão, uma CPMI conduzida por quem não quer compromisso verdadeiro com a investigação”, prosseguiu.

CNN Brasil