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Quinta-feira, 25 de Junho de 2026

24 de junho é Dia de São João! Padre Ivanildo Gasparini explica a história do santo e a origem das festas juninas

Junho é sempre associado à fogueira, comidas típicas, quadrilhas e muita celebração. A festa junina é uma das maiores manifestações culturais populares do Brasil; herdada de tradições europeias ligadas ao solstício de verão e trazida ao país pelos portugueses, ela foi, ao longo do tempo, fortemente assimilada ao catolicismo. Nesse contexto, o dia 24 de junho marca o nascimento de São João Batista, santo ligado à tradição cristã das festas.

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Segundo o padre Ivanildo Gasparini, pároco no distrito de São Roque, o Dia de São João Batista tem grande importância para a Igreja, especialmente na região de Santa Helena, já que ele é padroeiro da Diocese de Foz do Iguaçu, da qual o município faz parte. Para ele, a data reforça o valor do testemunho de vida do santo dentro da fé católica e sua relevância histórica para a comunidade religiosa local.

O padre Ivanildo explica que São João Batista é reconhecido pelo cristianismo como o precursor de Jesus, responsável por anunciar e preparar o caminho para a chegada do Salvador. Sua vida é marcada pela simplicidade, pela pregação no deserto e pela prática do batismo, sendo visto como alguém que chama à conversão e à preparação espiritual. É lembrado por sua postura firme diante das autoridades da época ao denunciar injustiças e práticas consideradas contrárias à sua mensagem.

A importância da data, segundo ele, também está ligada à recordação do testemunho de São João Batista, que se torna símbolo de fidelidade à missão mesmo diante de conflitos e perseguições. Nesse sentido, sua figura é associada a um “sinal de contradição” por confrontar estruturas sociais e religiosas do seu tempo, o que reforça seu significado dentro do calendário católico.

As festas juninas, no entanto, não surgem originalmente como celebrações religiosas. Antes de serem incorporadas pela Igreja Católica, elas estavam ligadas a antigas festas europeias da colheita e ao solstício de verão, quando comunidades rurais agradeciam pela produção agrícola e pela fartura dos alimentos, especialmente os grãos.

Com o processo de cristianização dessas tradições, as celebrações passaram a ser associadas não apenas a São João, mas também a Santo Antônio, São Pedro e São Paulo, todos lembrados no mês de junho. A partir disso, a festa manteve o caráter popular ligado à colheita, mas ganhou também um significado religioso mais estruturado ao longo dos séculos.

Quando essas tradições chegaram ao Brasil com os colonizadores portugueses, foram adaptadas à realidade local e incorporaram elementos da cultura brasileira. As comidas típicas, como pipoca, pamonha e pinhão, passaram a representar a relação com o campo e com a colheita, enquanto outros elementos, como trajes caipiras, bandeirinhas e quadrilhas, foram sendo adicionados ao longo do tempo.

A fogueira, um dos símbolos mais conhecidos, também possui diferentes origens simbólicas: está ligada tanto à tradição cristã, como o sinal usado por Isabel para anunciar o nascimento de João Batista, quanto às antigas celebrações da colheita, em que o fogo representava união e agradecimento coletivo. Assim, as festas juninas se consolidam como uma expressão cultural híbrida, que une história, religiosidade e elementos populares, mantendo viva uma tradição que atravessa séculos e se transforma a cada geração.

Confira a coluna da Giovanna Mainard

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