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Terça-feira, 16 de Julho de 2019

Trump reitera ataque a mulheres congressistas; democratas planejam voto de repúdio a

Dando continuidade à polêmica iniciada no fim de semana por comentários contra um grupo de mulheres democratas no Congresso, o presidente Donald Trump declarou nesta segunda-feira (15) que, "se elas não estão felizes nos Estados Unidos, podem ir embora". O líder americano afirmou ainda que essas congressistas "amam os inimigos" dos EUA.

No domingo, Trump disse no Twitter que as congressistas em questão – de origem latina, palestina e somali, bem como uma afro-americana – são oriundas de países "cujos governos são uma catástrofe completa e total, a pior, a mais corrupta e inepta de todo mundo" e que deveriam voltar para lá.

Parlamentares democratas se mobilizavam nesta segunda para repudiar formalmente os ataques de Trump. A presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, disse que seu partido apresentaria uma resolução criticando os "tuítes xenófobos".

A medida pode colocar os partidários republicanos de Trump em uma posição incômoda, forçando-os a votar contra seu líder, que tem grande apoio de eleitores conservadores, ou defender claramente declarações descritas por muitos como racistas.

"Nossos colegas republicanos precisam se unir a nós rejeitando os tuítes xenófobos do presidente", disse Pelosi em um comunicado. Ela não disse quando a votação ocorreria.

Um porta-voz do Twitter disse à CNN que os comentários de Trump não são contra as regras da rede social. Esse episódio é um primeiro teste de peso a nova política do Twitter, anunciada há menos de um mês, segundo a qual passaria a rotular e rebaixar tuítes de governantes que quebram suas regras, em vez de removê-las.

A função vale para posts de usuários que sejam governantes, representantes de governos, ocupantes ou candidatos a cargos públicos. Além disso, é preciso que tenham mais de 100 mil seguidores e a conta verificada.


G1