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Segunda-feira, 02 de Dezembro de 2019

Segredos bizarros que farão você olhar o passado com menos romantismo

1 – Uma cobertura sobre a cama era necessária para os casais não serem vistos durante a intimidade

No mesmo cômodo dos casais também dormiam seus servos e guardas. Assim, era preciso usar coberturas sobre a cama para os senhores fazerem seus atos sexuais sem que os empregados ficassem olhando.

2 – Vestidos luxuosos nunca eram lavados e, em vez de tomar banho, as mulheres costumavam apenas trocar as roupas íntimas

Os vestidos luxuosos não eram lavados, mesmo na era vitoriana. Os tecidos delicados usados para fabricá-los não suportavam a lavagem, pois eram frágeis demais. Em vez de tomar banho e lavar o vestido com frequência, as mulheres apenas trocavam as roupas íntimas.

3 – Algumas mulheres não faziam nada durante o período menstrual e vestígios de sangue eram escondidos com roupas vermelhas

A menstruação, até o início do século XX, ocorria raramente, em razão da alimentação ruim, jejum regular e muitas gestações seguidas. A menopausa nas mulheres também começava muito mais cedo – na Idade Média, costumava ocorrer por volta dos 40 anos. Mas naqueles casos raros em que havia um período menstrual, a higiene realmente não era muito forte: as mulheres usavam pedaços de pano presos na cintura, e muitas vezes elas não usavam nada. Isso explica a popularidade na Idade Média dos vestidos marrom-avermelhados; neles, os vestígios de vazamentos eram menos visíveis. Esses vestidos também eram um sinal de riqueza, pois apenas pessoas mais favorecidas podiam comprar roupas tingidas com corantes dessa cor, que eram caros naquela época.

4 – A moda das perucas surgiu em razão da sífilis e de Luis XII

Um surto de sífilis na Europa ocorreu no ano de 1495. Naquela época essa doença era ainda mais terrível, pois o paciente sofria de muitas dores, e surgiam úlceras por toda a pele que podiam literalmente destruir o nariz ou os olhos. No século XVI, as consequências da sífilis se tornaram menos terríveis, mas uma das consequências era a perda do cabelo.

Os representantes da nobreza começaram a usar perucas para esconder as conseqüências da doença. Mas o verdadeiro auge da popularidade das perucas onduladas que vemos em filmes de época, ocorreu durante o reinado de Luís XIII. Ficando careca cedo demais, ele resolveu usar peruca, e logo toda a corte francesa aderiu à moda.

5 – Aqueles que queriam acesso ilimitado ao tesouro do monarca não podiam ser escrupulosos

Na corte dos Tudors, não era necessário possuir dons políticos especiais ou inteligência fina para conquistar o favor do rei e se tornar seu tesoureiro pessoal. Era o suficiente ajudar o monarca a facilitar suas necessidades naturais, oferecendo-lhe toalhas e outros artigos de sua penteadeira a tempo.

Essa posição social era chamada de “garçom de banquinho” e era muito honrosa: afinal, o monarca era considerado uma figura quase sagrada. Sob os domínios de Henrique VIII, chegavam a receber o título de cavaleiro. Quando Elizabeth I subiu ao trono, um posto semelhante foi criado, a primeira dama no quarto da rainha. Essa posição foi ocupada por Kat Ashley, que mais tarde se tornou amiga íntima do monarca.

 

6 – O banheiro e o vestiário eram no mesmo lugar

O banheiro no palco medieval era chamado de “vestiário” e era uma parte sobressalente da parede, da qual os detritos fluíam para um poço diretamente através da parede ou através de uma calha. Os atacantes menos sensíveis que tentassem invadir o castelo podiam escalar diretamente através dessa sarjeta e penetrar no edifício fortificado pelo buraco.

Eles só tinham que esperar até que o banheiro não estivesse ocupado e depois desfrutar da glória militar. Nesse mesmo camarim, mulheres medievais encantadoras penduravam seus vestidos luxuosos. Acreditava-se que o forte aroma matava pulgas e outros parasitas nas roupas. A tradição de “arejar” seus vestidos no camarim permaneceu até o século XIX. Embora, naquela época, para as necessidades “delicadas” já houvesse uma sala separada na qual havia uma cadeira ou uma capa com uma tampa, cujo conteúdo os servos mudavam para uma vala na rua.

7 – Danças devido à pobreza e miséria

Dançar nem sempre era sinônimo de alegria. No ano de 1518, no território da atual França, houve uma epidemia de “praga da dança”. Cerca de 400 pessoas dançaram incansavelmente por vários dias, depois começaram a perder a consciência ou morrer de exaustão ou ataque cardíaco. Ainda não existe uma causa certa que explique esse fenômeno, mas o que se supõe é que esse estado insano tenha sido causado por um centeio infectado por fungos, que pessoas pobres comiam ou por uma psicose maciça devido à fome e à miséria.

8 – Inicialmente, os leques na Europa eram usados para manter as moscas longe dos padres e da comida na igreja

Antes de se tornar um acessório muito usado pelas mulheres na época, o leque servia para espantar as moscas e outros insetos do padre e também do pão e vinho colocados no altar.

9 – O Renascimento não foi uma época tão iluminada assim

Durante a era “iluminada” do Renascimento, surgiram artistas e cientistas mundialmente famosos, além de o Renascimento reviver o interesse pelos seres humanos. Mas nessa época a Inquisição iniciou sua atividade mais horrível. Foi precisamente durante o Renascimento que Joana D’Arc (ano 1431) foi queimada na fogueira e a Santa Inquisição foi fundada para lutar contra os protestantes.

10 – Nova York foi construída sobre montanhas de lixo

Hoje, Nova York é uma cidade incrível, mas no século 19 estava sobre montanhas de lixo. Quase 20% da superfície de Nova York, incluindo uma parte significativa de Manhattan, foi criada artificialmente em aterros de detritos de construções.

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