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Terça-feira, 23 de Junho de 2026
Rubio visita aliados do Golfo mais afetados pelo Irã enquanto acordo avança
Secretário de Estado dos EUA enfrentará tarefa difícil ao tentar demonstrar os méritos do pacto paera as nações que temem a influência iraniana
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, chegará à região do Golfo nesta terça-feira (23) para promover o acordo com o Irã junto a três países que provavelmente estão entre os seus maiores céticos.
Os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e o Kuwait estiveram entre os Estados do Golfo mais duramente visados pelo Irã durante a guerra, enquanto os ataques à Arábia Saudita, ao Catar e ao Omã diminuíram nos dias finais do conflito.
A situação do Kuwait é particularmente precária. O aliado dos EUA depende fortemente das receitas de exportação de petróleo e está mais exposto a interrupções no Estreito de Ormuz do que os Emirados Árabes Unidos, uma vez que a totalidade de suas exportações marítimas de petróleo passa por essa via navegável.
Ao contrário de alguns de seus vizinhos, o país também não dispõe de sistemas de defesa antimíssil altamente avançados e encontra-se ao alcance do arsenal de mísseis de curto alcance do Irã.
Embora os Estados do Golfo tenham recebido de modo geral com satisfação o fim da guerra, Rubio poderá enfrentar uma tarefa mais difícil ao tentar convencê-los, a portas fechadas, dos méritos do acordo provisório entre os Estados Unidos e o Irã.
O acordo confere ao Irã um papel formal na supervisão do tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz, em conjunto com Omã — um arranjo incomum para uma importante via navegável internacional. Isso significa que grande parte do comércio marítimo dos Estados do Golfo poderia ser realizada sob supervisão iraniana.
O acordo também não aborda o programa de mísseis do Irã, uma preocupação que muitos Estados do Golfo consideram mais imediata do que as atividades nucleares de Teerã. A questão nuclear em si permanece sem solução no âmbito do acordo provisório.
Mas, talvez mais importante ainda, o acordo exige a adesão dos Estados do Golfo, uma vez que inclui um fundo de reconstrução de US$ 300 bilhões para o Irã — item cuja inclusão foi exigida por Teerã.
Trump comprometeu recursos do Golfo com a iniciativa, mas há poucos indícios de que os próprios Estados do Golfo tenham aderido a ela. A Arábia Saudita já declarou não ter "detalhes" sobre a proposta, enquanto o Catar manifestou interesse, mas não chegou a assumir um compromisso formal.
CNN Brasil








