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Sexta-feira, 19 de Maio de 2017

Projeto da escola Teotônio Vilela incentiva leitura na comunidade escolar. Veja resenha de uma aluna

Há alguns anos a Escola Estadual do Campo Teotônio Vilela implantou um projeto de leitura que está cada vez mais se destacando como o diferencial para professores e estudantes. O projeto é desenvolvido com o comprometimento dos pais e da comunidade escolar como um todo.

A cada bimestre, alunos de 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental II, selecionam obras literárias de relevância para serem lidas e discutidas com a turma toda. A parceria entre escola e pais, estabelece que das quatro obras lidas por cada ano escolar, duas são adquiridas com recursos da APMF e passam a integrar o acervo da instituição e duas são adquiridas pelos pais, passando a fazer parte da biblioteca individual de cada estudante.

Além de promover a leitura e o ensino como um todo, o projeto pretende uma mudança comportamental em nossa comunidade. Ajudar pais e educandos a compreender o livro como um bem cultural, que pode ser lido por pessoas de diferentes idades, em momentos distintos de sua vida e com diferentes propósitos. Segue abaixo, uma resenha crítica escrita pela estudante do 8º Ano, Alanis Mattes Seefeld ao concluir a leitura da obra “O menino do pijama listrado”, de John Boyne.

Resenha crítica

“O menino do pijama listrado” tem a autoria de John Boyne, que escreve a história do ponto de vista de um garoto de nove anos, morando na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial.

Bruno – o protagonista - bastante inocente, não tem conhecimento nenhum sobre a guerra e sobre o Holocausto, o que algumas vezes deixa o leitor cansado de tanta ingenuidade.

Já sua irmã, Gretel, tem conhecimento sobre a guerra e o mesmo pensamento nazista de seu pai. Depois que a família se muda de Berlin para Haja-Vista, ela se apaixona pelo tenente Kotler, um homem frio, que trata realmente mal os judeus.

A mãe de Bruno não concorda com as ideias nazistas e só se muda para Haja-Vista, porque naquela época as mulheres eram submissas aos homens. Já o pai de Bruno é o “Braço Direito” do “Fúria” (Adolf Hitler) que, mesmo sendo muitas vezes um homem frio e inflexível, trata bem seus filhos.

O livro pode parecer repetitivo, mas depois da página 100 ele começa a ficar interessante, quando Bruno faz um novo amigo, Shmuel, um garoto judeu, de nove anos, que veio da Polônia para o Campo de Concentração. Shmuel é um garoto gentil e um pouco ingênuo, mas é sem dúvida o ponto alto da história, pois consegue transmitir a realidade dos Campos de Concentração. O livro é muito envolvente e o final é surpreendente. Realmente vale a pena.

“Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê.” - Monteiro Lobato


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