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Quinta-feira, 11 de Julho de 2019

Prefeita de Quedas do Iguaçu é investigada por supostos gastos excessivos com bolos e salgados

Os vereadores de Quedas do Iguaçu, no sudoeste do Paraná, votam nesta sexta-feira (12) a partir das 8h o parecer final da Comissão Processante que pede a cassação do mandato da prefeita Marlene Fátima Revers (Pros) por supostos gastos excessivos na compra de bolos e salgados.

Segundo o apurado, entre setembro de 2017 e julho 2018 foram gastos mais de R$ 270 mil com a compra de quase 6,5 toneladas de bolo e mais de 36 mil salgadinhos para reuniões do Conselho Municipal de Assistência Social.

Este total, se dividido pelos 11 meses destacados pela denúncia que levou à abertura da comissão, equivale a 199 bolos de três quilos por mês.

E, levando-se em conta 100 gramas por pedaço de bolo, seriam necessárias 65 mil pessoas para consumi-los, aproximadamente o dobro da população da cidade.

A denúncia aponta ainda que em alguns meses, a prefeitura chegou a pagar por cerca de 300 quilos de bolo e que o conselho é formado por somente cinco integrantes.

Câmara de Quedas do Iguaçu vota amanhã pedido de cassação da prefeitaCâmara de Quedas do Iguaçu vota amanhã pedido de cassação da prefeita

De acordo com o administrativo da Câmara de Vereadores, o processo tem quase 2 mil páginas que incluem notas, fotos e depoimentos da prefeita, do secretário de administração e de servidores municipais.

A abertura da Comissão Processante foi aprovada em maio por nove votos a favor e quatro votos contrários.

Depois de cerca de dois meses de investigações, a comissão decidiu pela cassação do mandato da prefeita.

Na sessão extraordinária desta sexta-feira, cada vereador poderá pedir 15 minutos para se manifestar. Em seguida, a defesa pode pedir a leitura total ou parcial do relatório final e tem duas horas para apresentar as contestações finais.

Na sequência, inicia-se a votação nominal e aberta pelos vereadores.

Para que a prefeita seja cassada, são necessários nove votos a favor do parecer do relatório final.

O presidente da Comissão Processante, o vereador Ivar Antônio Lins Eleuterio, é acusado por alguns dos investigados de ter pedido R$ 500 mil para arquivar a investigação.

Ele nega a acusação de corrupção passiva e que tenha autorizado ou pedido para alguém negociar qualquer coisa em seu nome.

Em nota, a defesa da prefeita disse que algumas das notas apresentadas em dezembro de 2018 equivalem a compras feitas em meses anteriores e que os bolos e salgados foram encomendados para vários eventos como reuniões com idosos e para as atividades do Outubro Rosa.

A Comissão Processante também é questionada na Justiça pela defesa de Marlene Revers.

G1