Notícias da Região | Ramilândia

Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026

Por causa de 'travas' na região de São Roque, asfalto de Santa Helena a Ramilândia parou e complica a retomada das obras

A empresa que venceu a licitação para fazer o asfalto entre Santa Helena e Ramilândia tinha um prazo determinado para concluir a obra. Este prazo foi atrapalhado por movimentos de alguns lindeiros à via que acabaram entrando na justiça para receber mais dinheiro pelas partes que iriam “perder” de suas propriedades.

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Além de Santa Helena e Ramilândia, Diamante D’Oeste e Missal também são seriamente prejudicados pela paralisação, além de toda uma região que veria encurtado o trajeto até a BR 277.

A última publicação feita pela imprensa oficial do Governo do Paraná, dava conta em outubro passado (2025), que a nova pavimentação da estrada entre Ramilândia e Santa Helena, na região Oeste, chegava a 76,32% de execução na medição mais recente. A obra é administrada pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), comandada pelo deputado federal dos mais votados da história de Santa Helena, que assumiu a pasta, Sandro Alex.

“A terraplenagem, pavimentação da pista e construção de uma galeria celular já passaram dos 80% e devem ser concluídas em breve”, dizia a nota. Também estavam em andamento e seriam finalizados na sequência os serviços de implantação do sistema de drenagem de águas, sinalização horizontal, sinalização vertical, instalação de dispositivos de segurança viária, além de serviços complementares.

O trecho tem 26,23 quilômetros de extensão e com a nova pista, numa obra que aproveita o traçado da antiga estrada na maioria da nova via, que tinha pequenos trechos em calçamento, cascalho, leito natural e asfalto desgastado, todos a serem substituídos pelo novo pavimento asfáltico.

O investimento é de R$ 20.075.135,20, recursos da Itaipu Binacional, por meio de uma parceria com o Governo do Paraná e Governo Federal. Quem pagou o projeto foi a Lar Cooperativa.

Com apoio de “lideranças” que fomentaram a judicialização acercas dos valores das indenizações sobre as propriedades dos santa-helenenses, a obra atrasou, o prazo do contrato espirou e agora o serviço paralisou. Os moradores dos outros municípios cederam suas terras sem custo aos cofres públicos.

O que vai acontecer
A empresa contratada confirmou que aguarda a continuidade da obra a partir de uma prorrogação do contrato vencido. Já por parte do governo, a afirmação é de que houve uma proposta de extensão do contrato, cujos termos não foram aceitos pela construtora.

Autoridades de Santa Helena, reivindicam uma solução junto à Secretaria de Infraestrutura do Estado do Paraná, para que o tão almejado asfalto seja concluído. A SEIL, de Sandro Alex, estuda o que fazer.

Elder Boff com inf. AEN

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