Notícias da Região | Caça ilegal

Terça-feira, 27 de Janeiro de 2026

Operação “Predador Oculto” atinge caçadores e desmantela esquema de crimes ambientais no Parque Nacional do Iguaçu

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), a Operação Predador Oculto, com foco no combate a crimes ambientais praticados no interior do Parque Nacional do Iguaçu. A ação ocorreu no município de Serranópolis do Iguaçu, no oeste do Paraná, e contou com apoio da Polícia Militar, por meio da Força Verde, e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

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A operação teve como objetivo o cumprimento de três mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, em endereços urbanos e rurais situados próximos à linha de divisa com a unidade de conservação. Durante as diligências, as equipes buscaram apreender armas, munições e outros instrumentos utilizados em atividades ilícitas contra a fauna silvestre.

As investigações tiveram início após equipes de fiscalização identificarem estruturas ativas de caça no interior do parque, como saleiros, cevas com milho acondicionadas em canos de PVC e jiraus, plataformas montadas em árvores para a espera e o abate de animais.

Segundo a apuração da Polícia Federal, a prática investigada apresenta características de caça esportiva ou recreativa, motivada por fatores culturais e realizada por pessoas que desrespeitam a área protegida e a fauna local. Os alvos da investigação demonstram planejamento e experiência, utilizando métodos que exploram períodos de maior vulnerabilidade dos animais, como escassez alimentar e fases reprodutivas.

Os investigados poderão responder por crimes de caça em unidade de conservação, ingresso em área protegida com instrumentos proibidos e dano direto ou indireto às Unidades de Conservação, conforme previsto na Lei de Crimes Ambientais. A Polícia Federal destaca que a caça ilegal é atualmente uma das principais ameaças à biodiversidade do Parque Nacional do Iguaçu, um dos últimos grandes remanescentes da Mata Atlântica.

Durante o cumprimento dos mandados, um dos alvos foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. No local, também foram encontradas carnes de animais silvestres, armas, munições e petrechos utilizados para rinha de galos, além de uma estrutura montada especificamente para essa prática. Ao todo, foram apreendidas quatro armas de fogo, munições e volumes de carne de origem silvestre congelada.

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