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Quinta-feira, 16 de Julho de 2026

No Dia Mundial do Rock, advogados e professores Flávia Piccinin e Marcelo Gubert compartilham a paixão que uniu a família

Desde 1990, o dia 13 de julho tem um significado especial para os brasileiros apaixonados por rock. A data, criada para celebrar um dos gêneros musicais mais populares do mundo, ganha ainda mais relevância no Brasil, que ocupa a 13ª posição entre os que mais consomem rock, segundo levantamento realizado pelo Spotify em 2018. Para marcar a ocasião, os advogados e professores universitários Flávia Piccinin Paz e Marcelo Wordell Gubert compartilharam um pouco da relação que construíram com a música ao longo da vida.
Além da carreira acadêmica e jurídica, o casal divide esta outra grande paixão. Flávia conta que seu gosto musical começou pelo rock nacional e, desde cedo, sempre foi bastante eclética. Marcelo, por sua vez, transitava por diferentes vertentes do rock e foi quem apresentou à esposa bandas internacionais. “Ele acabou me contaminando positivamente”, brinca.

Como todo casal apaixonado por música, os dois têm uma canção que marcou a história da família, I Don’t Want to Miss a Thing, da banda Aerosmith, que inclusive é a favorita de Marcelo e tocou no casamento deles. E o primeiro show internacional assistido por eles foi justamente da banda norte-americana, experiência que permanece entre as mais especiais, ao lado de outras, como a primeira edição do Rock in Rio que frequentaram e do show de Madonna, realizado no Rio de Janeiro, em 2024.

Ao longo de quase duas décadas acompanhando shows, Flávia e Marcelo já assistiram a apresentações de grandes nomes, como Kiss, Guns N’ Roses, AC/DC, Rolling Stones, Iron Maiden e Imagine Dragons. Com tanta experiência acumulada, eles afirmam que a principal dica para quem deseja viver esse universo é o planejamento. Organizar com antecedência a compra dos ingressos, o transporte e a hospedagem faz toda a diferença, especialmente em eventos concorridos, cujas entradas costumam se esgotar rapidamente. O casal também alerta para a importância de adquirir ingressos apenas pelos canais oficiais, evitando golpes e transtornos.

Na visão dos dois, outro equívoco comum é acreditar que frequentar grandes festivais seja algo totalmente inacessível. Segundo Flávia, acompanhar as bandas favoritas, ficar atento ao calendário de vendas e se organizar financeiramente permite transformar a experiência em um objetivo possível. Em casa, a divisão de tarefas já virou tradição: Marcelo acompanha os anúncios e as turnês, enquanto Flávia cuida da logística das viagens.

Durante a conversa, eles também refletiram sobre as transformações vividas pelo rock nas últimas décadas. Marcelo acredita que o gênero perdeu parte do caráter contestador que possuía em suas origens e observa que, atualmente, o público dos shows é composto majoritariamente por pessoas acima dos 40 anos. Flávia acrescenta que novas bandas têm encontrado dificuldades para conquistar espaço e alcançar o grande público, mas ressalta que isso também está relacionado à resistência dos próprios fãs, que muitas vezes permanecem ligados aos grupos já consagrados.

Além disso, comentaram sobre os estereótipos associados aos admiradores do rock. Como advogados e professores universitários, eles reconhecem que não correspondem à imagem tradicionalmente vinculada ao universo roqueiro e afirmam que, ao contrário do que muitos imaginam, nunca viveram situações de perigo nos shows que frequentaram.

Ao serem questionados sobre o significado do rock em suas vidas, as respostas foram além da música. Para Flávia, o rock representa liberdade, uma pausa na rotina intensa e uma oportunidade de renovar as energias por meio das viagens, dos encontros e das experiências compartilhadas. Marcelo define essa relação de maneira ainda mais direta: para ele, o rock não é apenas um estilo musical, mas uma verdadeira filosofia de vida.

Curiosidade

O Dia Mundial do Rock é celebrado em 13 de julho por causa do Live Aid, festival beneficente realizado em 1985 para arrecadar recursos no combate à fome na Etiópia. O evento aconteceu simultaneamente em Londres e na Filadélfia e reuniu grandes nomes da música, como Queen, U2, Led Zeppelin, Madonna, David Bowie e Paul McCartney.

Durante o festival, o cantor Phil Collins afirmou que aquele momento histórico merecia ficar marcado como o “Dia Mundial do Rock”. Curiosamente, a comemoração se popularizou apenas no Brasil, após emissoras de rádio dedicadas ao gênero passarem a celebrar a data anualmente. Desde então, fãs do país mantêm viva a tradição.