Esporte | Paralimpíadas

Terça-feira, 17 de Setembro de 2019

Mulheres assumem protagonismo do Brasil na natação e Daniel Dias pode reduzir provas em Tóquio

Para quem se acostumou aos multimedalhistas homens na natação paralímpica, o Mundial de Londres representou uma mudança significativa do perfil da delegação do Brasil. Com a maior representatividade feminina veio também a qualidade.

Pela primeira vez na história da competição as mulheres conquistaram mais pódios para o país. Foram nove medalhas, sendo três de ouro, contra oito dos homens. A 17ª medalha do país veio num revezamento misto, também com grande desempenho feminino.

O Brasil chegou à Inglaterra com o dobro de mulheres em relação à última edição do Mundial, na Cidade do México. Aqui foram 12 representantes, e metade voltará para casa com ao menos uma medalha na bagagem. Maria Carolina Santiago termina o evento como a maior vencedora do país, com dois ouros e duas pratas em cinco eventos disputados.

Homens - sete medalhas
Wendell Bellarmino - ???? - 50m livre S11
Daniel Dias - ???? - 50m livre S5
Daniel Dias - ???? - 100m livre S5
Phelipe Rodrigues - ???? - 50m livre S10
Wendell Belarmino - ???? - 100m livre S11
Daniel Dias - ???? - 50m costas S5
Daniel Dias - ???? - 50m borboleta S5

Mulheres - nove medalhas
Maria Carolina Santiago - ???? - 100m livre S12
Maria Carolina Santiago - ???? - 50m livre S12
Edênia Garcia - ???? - 50m costas S3
Maria Carolina Santiago - ???? - 100m costas
Joana Neves - ???? - 50m borboleta S5
Cecília Araújo - ???? - 50m livre S8
Débora Carneiro - ???? - 100m peito SB14
Edênia Garcia - ???? 100m livre - S3
Joana Neves - ???? - 50m livre S5

Revezamento misto - ???? - 100m livre 49pts
Lucilene Sousa, Maria Carolina Santiago, Carlos Farrenberg, Wendell Belarmino. Reservas: Matheus Rheine e Guilherme Silva.

Uma das veteranas do grupo, Edênia Garcia sagrou-se tetracampeã mundial dos 50m costas S3. Em seu sétimo Mundial, ela foi testemunha dessa mudança na delegação. Destaca não apenas a presença feminina, mas a maior distribuição de medalhas entre toda a delegação.

- O mais importante é que todo mundo sempre fala de aumentar o número de mulheres no esporte. Não só aumentou o número, mas a qualidade. É espetacular. A gente vê que estão distribuindo mais as medalhas, não está mais concentrado só em poucos atletas, no Daniel e no Andre. Isso mostra que a gente consegue melhorar cada vez mais, que tem uma geração nova de mulheres chegando. E de homens também. Acho que Tóquio vai ter um quê a mais de mulheres, de mais qualidade e mais resultados também.

GE