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Quarta-feira, 09 de Outubro de 2019

Manifestantes invadem parlamento do Equador; governo decreta toque de recolher parcial

Manifestantes empunhando bandeiras e gritando palavras de ordem a maioria indígenas invadiram nesta terça-feira (8) o prédio da Assembleia Nacional do Equador, o parlamento do país, na capital Quito. Horas depois de os policiais retirarem o grupo do local, o presidente equatoriano, Lenín Moreno, decretou toque de recolher noturno em áreas ao redor de prédios públicos.

A medida vale entre as 20h e 5h (horários locais). Em comunicado, o governo do Equador explica que o toque de recolher restringe a liberdade de locomoção perto de sedes de organizações do Estado e de outras que o Comando Conjunto das Forças Armadas definirem.

Nos protestos desta terça-feira, houve confronto com a polícia, que atirou bombas de efeito moral contra os manifestantes. Não há, até o momento, um balanço de feridos ou presos. Para esta quarta, está programada uma greve geral no Equador.

Segundo o jornal "El Comercio", o toque de recolher não vale para pessoas que devem prestar serviço públicos, como policiais e militares, jornalistas e comunicadores credenciados, integrantes de missões diplomáticas no Equador e equipes médica, sanitária ou de socorro.

Quito está tomada por barricadas policiais, principalmente com convocação de greve geral para os próximos dias. A medida faz parte do estado de exceção convocado por Moreno na quinta-feira passada, que dá a ele prerrogativa de usar forças armadas contra manifestantes.

O país enfrenta uma onda de protestos desde a disparada do preço dos combustíveis na semana passada, provocada pelo fim dos subsídios decretado pelo governo. A medida atende a um acordo assinado com o FMI para a concessão de um empréstimo de US$ 4,2 bilhões.

Na noite de segunda-feira, Moreno anunciou a transferência da sede do governo para Guayaquil a maior cidade equatoriana e onde os protestos não tiveram, por enquanto, a mesma proporção de cidades andinas como a capital Quito.

Embaixador alerta brasileiros

A Embaixada do Brasil em Quito emitiu nesta terça-feira comunicado em que pede que turistas brasileiros considerem adiar qualquer viagem ao Equador enquanto durarem as manifestações contra o governo equatoriano.

Em entrevista ao G1, o embaixador do Brasil no Equador, João Almino, pediu aos brasileiros que estiverem no país que evitem locais de aglomeração onde possam ocorrer protestos violentos.

G1