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Sexta-feira, 08 de Novembro de 2019

Inter assume fase "péssima" e vê vaga na Libertadores de 2020 em perigo

A indignação no vestiário do Inter é grande. Antes postulante ao G-4, agora vê a participação na Libertadores de 2020 a perigo. Aliás, neste momento está inclusive fora da zona da eliminatória do torneio – algo que só mudaria com o título do Flamengo sobre o River Plate. A "fase péssima", nas palavras do executivo Rodrigo Caetano, derrubaram o clube à oitava posição.

A noite de quinta-feira começou com esperança aos colorados. A má impressão deixada na derrota por 2 a 0 para o Grêmio, no último domingo, quando não chutou uma bola a gol, era para ser deixada para trás. Deu tudo errado. Uma vez mais, a equipe pouco produziu e perdeu pelo mesmo placar, agora para o Ceará, que luta para fugir do rebaixamento.

"Nossa sequência não é ruim, é péssima. São pontos que ficam para trás. Com todo respeito aos adversários, mas em relação à nossa performance" (Rodrigo Caetano, executivo)

O Inter chegou ao terceiro jogo consecutivo sem vitória – também empatou em 1 a 1 com o Athletico. A sequência, combinada com a vitória por 3 a 2 do Corinthians sobre o Fortaleza, deixa a equipe com 46 pontos, dois a menos que o Timão, o qual fecha o G-6.

No returno, a situação é ainda mais preocupante. O Inter tem a sexta pior campanha, com apenas 13 pontos somados dos 36 disputados. O aproveitamento é de 36,11%, próximo ao Botafogo, que abre a zona de rebaixamento (35,48%). Mesmo assim, a cúpula busca mobilizar o grupo para recuperar a estabilidade emocional.

- Tentamos, mas, infelizmente, não tivemos competência. Saímos com a derrota, duas em sequência. Faltam sete jogos. Temos que conseguir a vaga à Libertadores. Mesmo com a sequência negativa, temos que fazer avaliações internas. Os jogadores também se cobram. Precisamos fazer acontecer - diz o executivo de futebol Rodrigo Caetano.

Inter no returno

12 jogos

13 pontos

3 vitórias

4 empates

5 derrotas

36,11% de aproveitamento

10 gols marcados

14 gols sofridos

15º lugar

Zé Ricardo respaldado

Nesta missão junto aos dirigentes está Zé Ricardo. Anunciado em 21 de outubro para ser o substituto de Odair Hellmann, o técnico ainda busca encontrar a melhor formação e fazer o time render. Só venceu na estreia, 3 a 2 sobre o Bahia, nos quatro jogos à frente do Colorado. O rendimento é de apenas 33,33%.

Demitido após a derrota por 1 a 0 para o CSA, na 24ª rodada, Odair deixou o time na sexta posição, dentro da zona de classificação à Libertadores, com aproveitamento de 52,77%.

- Não vou comparar profissionais. Não é nem ético. O Zé Ricardo ficará até o final do ano. O primeiro resultado foi positivo, mas sabemos que somos avaliados pelos resultados - declara Caetano.

Além do desempenho abaixo do esperado, Zé Ricardo ainda não definiu a escalação. Em quatro partidas, apresentou quatro escalações diferentes. Em relação ao Gre-Nal, o técnico mudou a equipe em sete posições.

Além dos suspensos Marcelo Lomba e Edenílson, Rodrigo Moledo sentiu desconforto muscular na coxa direita e acabou vetado. Bruno, Neilton, Wellington Silva e Guilherme Parede perderam a posição (veja quem entrou na imagem acima).

Com o aval da direção, Zé Ricardo sabe o tamanho da tarefa e não foge da responsabilidade. O técnico mantém discurso otimista para reverter o cenário atual. Ciente do descontentamento da torcida, pede uma trégua e carinho nos jogos restantes no Beira-Rio.

- Neste momento, sabia que o desafio era grande. Conto com uma participação muito grande da comissão e também dedicação 100%. Gostaria de estar com resultados melhores. A decepção é grande, mas temos que olhar para frente. Não há nada perdido - reforça o treinador.

Ainda em Fortaleza, o Inter tenta reencontrar o foco. O retorno a Porto Alegre ocorre apenas na parte da tarde. No sábado, o time realiza o único trabalho antes da partida contra o Fluminense, marcada para o domingo, às 16h, no Beira-Rio. Resta saber como será o comportamento do time.

Globo Esporte