Notícias da Região | Santa Helena
Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026
Debate sobre representatividade do Extremo Oeste é realizado pela MICRO 1 da CACIOPAR, com a participação da santa-helenense Claudete Remor
Na noite de segunda-feira, foi realizado, nas dependências da Associação Empresarial de Medianeira (ACIME), um encontro regional promovido pela Micro 1 da CACIOPAR, em parceria com o Conselho de Desenvolvimento de Medianeira (CODEMED). O evento teve como objetivo apresentar dados econômicos e eleitorais do Extremo Oeste do Paraná e promover uma reflexão sobre a ausência de representação direta da região na Assembleia Legislativa do Estado.
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O encontro reuniu associados da ACIME, o presidente e diretores da entidade, além de representantes de instituições e do poder público. Entre os participantes esteve a santa-helenense Claudete Remor, diretora-adjunta da Micro 1 da CACIOPAR, que acompanhou as discussões e reforçou a importância do alinhamento regional para o fortalecimento institucional e político do Extremo Oeste.
Durante a apresentação, foram expostos números que evidenciam a força econômica da região, composta por 18 municípios, com população próxima de 600 mil habitantes, mais de 411 mil eleitores e um Produto Interno Bruto estimado em R$ 33,3 bilhões — o equivalente a cerca de 5% da economia do Paraná. Apesar dessa relevância, o Extremo Oeste permanece há mais de 20 anos sem eleger um deputado estadual próprio.
Medianeira foi apresentada como exemplo da fragmentação eleitoral. Nas eleições de 2022, o município contou com mais de 38 mil eleitores e registrou mais de 24 mil votos válidos para deputado estadual, distribuídos entre centenas de candidatos, sem que houvesse a eleição de um representante local. Os dados demonstram que há potencial eleitoral, porém a dispersão de votos e a falta de coordenação regional impedem a consolidação de uma representação direta.
Também foram apresentados dados relacionados à arrecadação de impostos, que ultrapassa R$ 23 bilhões entre os anos de 2022 e 2025, além das dificuldades enfrentadas pela região em obter retorno proporcional em investimentos estruturantes, especialmente quando comparada a regiões com maior articulação política e institucional.
A ausência de representatividade foi apontada como fator que impacta diretamente áreas estratégicas, como infraestrutura, segurança pública, saúde de alta complexidade e logística regional.
A ACIME sediou o encontro, colocando sua estrutura à disposição para o debate e reafirmando seu papel institucional no apoio ao diálogo, à informação e ao fortalecimento do desenvolvimento regional.
Ao final da reunião, foi destacado que o acesso a dados e informações é fundamental para que a sociedade compreenda o cenário atual e possa tomar decisões futuras de forma mais consciente e alinhada aos interesses regionais. O debate reforçou que uma região economicamente forte depende de organização e articulação institucional para transformar sua capacidade produtiva em desenvolvimento, investimentos e melhoria da qualidade de vida.
Sem organização regional, as decisões continuam sendo tomadas fora do território. Com informação, diálogo e alinhamento, a região amplia sua capacidade de participar ativamente da construção do próprio futuro.
Com informações de CACIOPAR.








