Internacionais | Invasão a Groenlândia
Sábado, 21 de Março de 2026
Como seria o plano da Dinamarca para impedir EUA de invadirem a Groenlândia, segundo mídia pública local
Soldados dinamarqueses enviados à Groenlândia em janeiro estavam preparados para explodir pistas de aeroportos estratégicos diante do temor de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pudesse invadir a ilha ártica, informou a DR, emissora pública dinamarquesa.
Citando fontes do governo e das Forças Armadas dinamarquesas, além de aliados europeus, a DR afirma que também foram levados estoques de sangue para tratar feridos em caso de combate.
O jornal britânico "Financial Times" informou que dois funcionários europeus confirmaram posteriormente as informações da reportagem da DR. O Ministério da Defesa da Dinamarca disse à BBC que "não tem comentários".
Um oficial militar dinamarquês sênior, falando em condição de anonimato, afirmou à BBC que "apenas um número limitado de pessoas teria conhecimento da operação por razões de segurança".
EUA e Dinamarca são membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), e a questão da Groenlândia — território semiautônomo da Dinamarca — tem gerado tensão entre os EUA e seus aliados europeus.
SANDRA COHEN: Dinamarca enviou explosivos à Groenlândia para destruir pistas de pouso em caso de invasão dos EUA
Trump disse repetidamente que pretende anexar a Groenlândia durante o seu segundo mandato presidencial, que começou em 2025. O governo da ilha (a maior do mundo em extensão territorial) e a Dinamarca têm rejeitado de forma reiterada essa possibilidade.
A emissora DR afirmou que baseou sua reportagem em 12 fontes entre as principais autoridades do governo e das Forças Armadas dinamarquesas, além de fontes entre aliados do país na França e na Alemanha.
Segundo a emissora, essas fontes disseram que a Dinamarca pediu apoio político à França, à Alemanha e também a países nórdicos para lidar com Trump, por meio de demonstrações de unidade europeia e da realização de mais atividades militares conjuntas na Groenlândia.
Fonte: G1








