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Sexta-feira, 24 de Setembro de 2021

Como o Equador foi de corpos nas ruas a 3º país em vacinação contra Covid da América Latina

Em abril do ano passado, o Equador chocou o mundo com as imagens de vítimas da Covid-19 abandonadas nas ruas por falta de lugar nos hospitais e nos cemitérios. As cenas dantescas vinham da cidade de Guayaquil, base eleitoral do presidente Guillermo Lasso, apelidada à altura de Wuhan da América Latina, em referência à cidade chinesa onde foram registrados os primeiros casos do vírus.

Em 24 de maio deste ano, Guillermo Lasso assumiu o poder com uma das suas promessas de campanha: vacinar, em apenas 100 dias, o equivalente a metade da população (9 milhões de pessoas).

"Assumir essa responsabilidade foi uma loucura. Era muito complexo cumprir com essa promessa porque a herança recebida do governo anterior foi muito complicada. A área de Saúde estava totalmente desarticulada", explica à RFI o cientista político equatoriano Fernando Carrión.

"Foram negociações muito diversificadas. O critério foi a pluralidade sem importar a origem. Lasso replicou o modelo chileno de diversidade de fontes de vacinas", relembra Carrión, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO).

O Equador teve cinco ministros da Saúde durante a pandemia e tinha vacinado apenas 3% da população, de 17,7 milhões de habitantes.

Inspirado no sucesso do presidente do Chile, Sebastián Piñera, o equatoriano Guillermo Lasso foi à caça das vacinas. Falou com os governos de Estados Unidos, China, Rússia, Espanha e Canadá. Comprou doses e recebeu doações.

G1