Internacionais | Houthis
Segunda-feira, 30 de Março de 2026
Como a participação dos Houthis pode redefinir a guerra no Irã
Ataques com mísseis contra Israel sinalizam possível expansão da ofensiva iemenita para novas rotas estratégicas do comércio global, elevando risco de bloqueio também ao Estreito de Bab el-Mandeb.
Os rebeldes Houthis do Iêmen, aliados do Irã, romperam sua aparente contenção diante do conflito que atinge Teerã e dispararam dois ataques a mísseis contra Israel no sábado (29), sua primeira ofensiva desde o início do conflito.
A entrada na disputa levantou preocupações de que a milícia xiita volte a mirar seu poder de fogo também no Mar Vermelho e no Golfo de Áden, como fizeram no passado. "Nossos dedos estão no gatilho", disse o porta-voz da milícia, Yahya Saree, em um comunicado na sexta-feira.
A expectativa é que os Houthis possam iniciar uma nova campanha para interromper o tráfego mercante no Estreito de Bab el-Mandeb, no extremo sul da Península Arábica, por onde a Arábia Saudita tem enviado milhões de barris de petróleo por dia desde o fechamento do Estreito de Ormuz.
Uma tentativa de dificultar o fluxo no Estreito de Bab el-Mandeb, somada ao bloqueio já em curso em Ormuz, afetaria dois corredores marítimos estratégicos. O Mar Vermelho recebe cerca de 12% do comércio mundial rumo ao Canal de Suez, incluindo petróleo, gás natural, grãos e eletrônicos.
A missão naval Aspides, liderada pela União Europeia, vê risco de que a milícia Houthi ataque navios internacionais no Mar Vermelho e no Golfo de Áden. A entidade pediu cautela às empresas de navegação, especialmente às ligadas a Israel ou aos Estados Unidos.
"As capacidades militares dos Houthis são atualmente consideradas intactas e substanciais", disse o grupo.
Fonte: G1








