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Segunda-feira, 15 de Julho de 2019

Barry se move para interior de Nova Orleans e deixa chuva e risco de inundações pelo caminho

A tempestade tropical Barry se arrastou pelo noroeste da Louisiana neste domingo (14), ameaçando provocar tornados e chuva suficiente para representar risco de inundação ao longo do rio Mississippi.

Barry que atingiu a costa como furacão de categoria 1 neste sábado (13) e enfraqueceu rapidamente para uma tempestade tropical estava a 85 quilômetros a sul-sudeste de Shreveport, com ventos máximos sustentados de 65 km/h na manhã deste domingo.

Temores de que Barry possa devastar a cidade de Nova Orleans, como o furacão Katrina em 2005, são infundados, mas a chuva prevista ainda pode causar inundações que ameaçam vidas, disse o Serviço Nacional de Meteorologia.

Nova Orleans teve uma chuva leve na manhã deste domingo, e igrejas e várias empresas foram abertas, incluindo algumas na rua Tchoupitoulas ao longo do rio Mississippi. Ruas no popular bairro dos jardins da cidade estavam mais silenciosas do que o normal, mas alguns corredores se aventuraram, de acordo com uma testemunha da Reuters.

Esperava-se que a chuva elevasse o rio Mississippi, já acima do seu nível normal, mas não ultrapassasse os diques.

O rio Mississippi subiu na noite de sexta-feira (12), em Nova Orleans a pouco menos de 17 pés (5,18 metros), informou o Serviço Meteorológico Nacional, muito abaixo de uma previsão anterior de 6,1 metros, próxima à altura dos diques da cidade.

Nesta sexta, o presidente americano Donald Trump decretou estado de emergência no estado a previsão inicial era de que o fenômeno causaria graves inundações, devido às fortes chuvas e à ressaca do mar.

Furacão Barry já está na Lousiana, nos EUAFuracão Barry já está na Lousiana, nos EUA

Barry foi visto como teste depois do Katrina

A tempestade tropical Barry chegou a ser vista como um teste para as defesas contra enchentes depois do furacão Katrina, que deixou grande parte de Nova Orleans submersa e matou cerca de 1,8 mil pessoas em 2005.

A prefeita da cidade, LaToya Cantrell, disse que 48 horas de fortes chuvas poderiam sobrecarregar as bombas que retiram água das ruas e dos drenos.

Em toda a cidade, motoristas deixaram carros estacionados nas ilhas entre as pistas, na esperança de que a elevação maior os protegesse de inundações.

O xerife da cidade disse que dezenas de presos detidos por delitos menores foram soltos para liberar espaço para cerca de 70 internos que foram transferidos de um centro de detenção provisória para a principal instalação de presos, construída para resistir a um grande furacão.

G1