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Domingo, 10 de Maio de 2026

Atentado mata 12 policiais paquistaneses com carro-bomba e tiroteio

Outros três agentes foram encontrados com vida e encaminhados para o hospital; aliança militante conhecida como Ittehad-ul-Mujahideen reivindicou a autoria do ataque

Um atentado com carro-bomba em um posto policial no noroeste do Paquistão, seguido por uma emboscada contra policiais que se dirigiam ao local para prestar reforço, matou pelo menos 12 agentes, informou a polícia local neste domingo (10).

O oficial de polícia Sajjad Khan afirmou em comunicado que os corpos de 12 policiais foram recuperados do posto avançado que desabou e que outros três agentes foram encontrados com vida e levados às pressas para o hospital.

Um agente da polícia, que pediu para não ser identificado, disse que os militantes primeiro investiram contra o posto com um carro carregado de explosivos e depois invadiram o local, abrindo fogo contra os policiais que ainda estavam lá.

"Outros agentes foram enviados para ajudar a polícia, mas os terroristas os emboscaram e causaram algumas baixas ", disse ele.

Fontes policiais disseram que os militantes também usaram drones no ataque.

Ambulâncias de serviços de resgate e hospitais públicos correram para o local, e as autoridades informaram que o estado de emergência foi declarado nos hospitais governamentais de Bannu.

Uma aliança militante conhecida como Ittehad-ul-Mujahideen reivindicou a autoria do ataque.

Os ataques de militantes têm o potencial de reacender os combates ao longo da fronteira do Paquistão com o Afeganistão. Os piores confrontos em anos eclodiram entre os aliados que se tornaram inimigos em fevereiro, com ataques aéreos paquistaneses em território afegão que, segundo Islamabad, visavam redutos de militantes.

Os combates diminuíram desde então, com escaramuças ocasionais ocorrendo ao longo da fronteira, mas nenhum cessar-fogo oficial foi negociado.

Islamabad acusa Cabul de abrigar militantes que usam o território afegão para planejar ataques no Paquistão.

O Talibã negou as acusações e afirmou que a militância no Paquistão é um problema interno.

CNN