Internacionais | Mortos
Domingo, 04 de Janeiro de 2026
Ao menos 40 pessoas foram mortas em ataque dos EUA à Venezuela, diz NYT
Segundo jornal, uma idosa de 80 anos que vivia próximo ao aeroporto de Caracas está entre as vítimas; ofensiva de Washington permitiu a captura do ditador Nicolás Maduro
Ao menos 40 pessoas foram mortas no ataque dos Estados Unidos na Venezuela no sábado (3), de acordo com um oficial venezuelano ouvido pelo jornal The New York Times. A ofensiva no país sul-americano permitiu a captura do ditador Nicolás Maduro, que deve ser julgado em solo norte-americano.
Segundo o periódico norte-americano, um dos ataques aéreos conduzidos por Washington na madrugada de ontem matou uma mulher de 80 anos identificada como Rosa González. Ela vivia em um apartamento localizado num bairro pobre próximo ao aeroporto de Caracas.
Wilman González, sobrinho da idosa, relatou ao jornal ter buscado abrigo quando ouviu o ataque por volta das duas horas da madrugada. O apartamento na capital venezuelana ficou destruído. Questionado, Wilman disse não saber o que fará a partir de agora.
Um vizinho da família González afirmou ter perdido tudo com a investida de ontem. Ainda conforme moradores do edifício, uma segunda mulher precisou ser levada ao hospital após o ataque.
Como os EUA capturaram Maduro em solo venezuelano?
A ação dos Estados Unidos que capturou o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, foi uma surpresa, para muitos. Mas, de acordo com fontes da agência de notícias Reuters, o planejamento de uma das operações mais complexas dos EUA recentemente estava em andamento há meses e incluía ensaios detalhados.
As tropas de elite dos EUA, incluindo a Força Delta do Exército, criaram uma réplica exata do esconderijo de Maduro e praticaram como entrariam na residência fortemente fortificada.
A CIA, a agência de inteligência americana, tinha uma pequena equipe na Venezuela desde agosto, que foi capaz de fornecer informações sobre o padrão de vida de Maduro, o que tornou a captura dele mais fácil, de acordo com fontes da CNN e da Reuters.








